
Rei do Pão de Alho
Depois que comecei a falar que faria os 200 Happy-hours neste ano, a Cristina ria-se, duvidando que eu levasse adiante esta idéia. Ontem, quando chegamos em casa, a Cristina, percebeu que a idéia estava materializada e que não era brincadeira minha.
Resolveu, então, fazer a proposta que eu jamais imaginei que algum dia ela pudesse me fazer e disse: – Na segunda-feira que vem, vou procurar uma academia e vamos fazer ginástica juntos. – Sabia que tratava-se de uma proposta conspiratória e respodi: – Pode procurar, desde que não atrapalhe meus Happy-hours. – Terei que endurecer, porém sem perder a ternura.
O happy-hour de hoje, no Rei do Pão de Alho, em Rio Acima, não deveria ser considerado pois foi muito sem graça e não tinha os ingredientes necessários, já ditos. Resolvi considerá-lo pois não sei o que acontecerá ao longo deste ano e é melhor prevenir.
Este bar tem uma localização estratégica pois tem a frente voltada para a praça principal e o fundo voltado para a praça nova. Sentamos na parte de trás, onde os fregueses são servidos através de uma janela. Na parte da frente existe o balcão que serve o freguês comum da cidade, em pé, no balcão.
Eu, Cristina e Tereza tomamos apenas uma Skol.
Na mesa ao lado vi uma cena que é uma tragédia social: menores (três rapazes de 16 anos e uma menina de 17 anos), com já sinais evidentes de embriaguês, bebendo cerveja e cachaça, muitas, sem sinal de que iriam parar tão cedo, sem nenhum constrangimento por parte deles e por parte do dono do bar. Sabem que alí não chega o “arrocho da autoridade”. A diferença de cuidados entre a situação que a dona do bar teve ontem com Daniel, exigindo-lhe carteira de identidade e a falta de cuidado do dono do bar com os adolescentes, deixava o caso mais chocante.
A Cristina fez o que todas nós somos obrigadas a fazer quando o marido insiste numa idéia fixa: “relaxar e gozar!” E viva a musa do blog!