Bastava o cascudo com farofa e vinagrete (R$20,00), frito na hora, com uma latinha de cerveja para salvar a manhã de sábado, na Feira da Silva Lobo, entre os Bairros Nova Granada e Grajaú, já que estávamos preparados para um simples espetinho de gato. Afinal, a feira não tinha mais que cinco barracas.
O cascudo não estava com aquele sabor de peixe de barraca de praia, pois o cascudo é de água doce, mas estava com jeitão de tal. Saboroso, frito no ponto e com casca crocante. O ambiente nas barracas de feira, ou de rua, é sempre muito amistoso e o nosso vizinho dava palpite na minha conversa com o dono da barraca, enquanto a filha do amigo dele brincava com a Dóli.
Esta barraca, além do peixe frito, vende camarão frito e acarajé, ou seja, é quase uma barraca de praia baiana. O peixe vendido nem sempre é o cascudo, já que o dono compra o peixe que está com o melhor preço na Feira de Peixe do Bonfim, que é composta de umas dez peixarias. O dono me explicou onde ficava esta feira e fiz de conta que entendi. – É em frente onde os táxis ficam parados. – Fiz “hum, hum” e ficou tudo certo.
Bastava o cascudo, mas a manhã de sábado estava fresca, úmida e muito clara, gostosa. Bastava o cascudo, mas tive companhia do Dani e da Dóli, que tinham me acompanhado na compra de algumas mudas para minha horta (além de uma muda de perpétua e flor de cera, outras de cebolinha, manjericão, hortelã e citronela) antes de irmos à feira.
Ganhei o fim de semana!

Procê se localizar Augusto:
Na “Praça do Peixe” fica realmente um monte de táxi, mas não é ponto não. Ali é um ponto de lavação de carro, e como o preço é baixo a choufferzada vai toda prá la.
Fica pertinho da rodô, se você vem da Pampulha pro centro pela Antóincarlos, a praça estará à direita, entre a passarela de pedestres que liga a Lagoinha ao centro da cidade e onde começam os ferros-velhos da Av. Pedro II.
Fácil assim.
Fraterno Abraço,
Fabinho.