- Posso entrar com camisa do Cruzeiro aqui? – provoquei o garçom na entrada e ele, sem pestanejar, respondeu: – Pode e deve. – Combinamos ir ao Verde Gaio com camisas do Cruzeiro apenas para chatear o Vevé, proprietário do restaurante, que é um atleticano roxo. Mas quem é que consegue irritar o Vevé com alguma coisa? Ele mantém o bom humor e simpatia sempre.
O restaurante funciona numa agradável casa na Rua Santa Catarina, 778, Lourdes, enfeitada com azulejos decoradas com o símbolo da restaurante. Uma gostosa área descoberta fica à disposição para almoços ao ar livre ou para uma bebida enquanto se aguarda a hora de encarar os pratos principais.
Enquanto aguardávamos vi ser muito comum pessoas encomendarem pratos pelo telefone 3275-4122 e recebê-los sem sair dos carros, pois um dos garçons se incumbe de levar a encomenda até ao carro, enquanto este, parado em fila dupla não provoca nenhum incômodo ao trânsito nos domingos e feriados.
Ele ainda permitiu e me guiou pela sua cozinha, mostrando todos os detalhes, cuidados e dificuldades de um restaurante que tem capacidade para receber até 180 pessoas, onde tive a oportunidade de conhecer a chef Valeriana Junqueira, uma portuguesa autêntica.
Começamos com os deliciosos e leves bolinhos de bacalhau e terminamos com o Bacalhau a Verde Gaio, servido em postas assadas, molho, cebola, pimentão vermelho e batata.
O Vevé confirmou uma informação que eu já conhecia, a de que bacalhau não é um tipo de peixe e sim uma forma de salgamento, que é feito principalmente com o Cód Gradus Morhua e que em Portugal servem um prato feito apenas com cabeças de bacalhau. Se alguém disser que ninguém nunca viu cabeça de bacalhau, você pode afirmar que o dono do Verde Gaio já viu e já comeu.
Foi uma pena eu não estar bom para tomar um tinto bem encorpado saído da adega climatizada.

Santo Vevé, meu vizinho e parceiro na torcida pelo Atlético, dividindo comigo sustos anteriores e atuais gritos de gol pela janela.
Esse almoço, o blogueiro não contou, foi programado para quando o Cruzeiro estivesse desbancando o Galo na tal tabela que ele e Letícia não cansavam de citar.
Pois, pois…como diriam os portugueses…
Tabelaram, tabelaram e não nos desbancaram.
Almoço assim, pra dar tamanha sorte, que o Vevé promova todo domingo.
A la “Verde Galo”!!!!
Juliana,
como ensinava o Ricúpero, a gente mostra o que é conveniente e omite o que não é.
Augusto
Desculpem pela minha mãe, intrometida em tudo.
Gabriel.
Gabriel,
isto quer dizer que o Tiramisu era seu? Se não, de quem era?
Augusto