Não foram necessários mais que dois passos dentro do salão principal e uma olhada geral para desconfiar que estavámos em um bar de qualidade. O cuidado com a decoração no beco da casa de número 821 na Rua Turfa já prenunciava boa coisa, que se confirmou com a acolhida educada do dono a nos indicar uma mesa. E a pergunta vem logo à mente: – Como pude demorar tanto para vir a este local tanto sugerido e elogiado por amigos?
Gostei da descoberta da casa de ajuntar em um mesmo papel o cardápio e a comanda que resolvi fotografá-los de imediato para serem usados como ilustração deste texto, não sem gerar desconfiança dos donos que logo imaginaram que eu estivesse fazando espionagem.
O dono nos disse que deveríamos ter pedido o joelho de porco que é a especialidade da casa, mas não ficamos com remorso, pois o nosso pedido – Feijão do Quintal a R$28,00 e Costelinha de Porco com Mandioca, acompanhada de Molho de Jabuticaba a R$32,00 – superou as nossas expectaivas, tanto no tamanho das porções como na qualidade. Três Confrarias (R$12,00), que não aparecem no cardápio, acompanharam soberbamente os pratos.
A melhor explicação que encontrei depois para explicar o Feijão do Quintal é um Feijão Tropeiro sem farinha. Muito rico. A costelinha chegou sem nenhum defeito, vigiada pelo olhar atento da dona. Se o prato fosse feito apenas para mim, sugeriria a mandioca frita, mais leve.
A grande surpresa, entretanto, estava reservada para a sobremesa: o Pé de Moleque a R$1,25 cada unidade. O único comentário que saiu das nossas quatro bocas: – É o melhor Pé de Moleque que já comemos em nossas vidas! – E olhe que era opinião de mais de duzentos e vinte anos juntos. E o Humberto, humildemente, aceitou: – É melhor que o Pé de Moleque da minha mãe! – Só não repetimos porque o garçon, quando comandamos quatro unidades, vaticinou: – Vocês vão pedir bis! -, e que não quisemos dar razão a ele.
A casa funciona apenas nas quartas, quintas e sextas e aceita consultas pelos telefones 3332-0982 ou 8876-0982 para a realização de festas e eventos. Boa avaliação para o serviço de garçons; o Sassá Mutema deixou uma impressão muito boa, fazendo um atendimento bom sem ser distante dos nossos interesses, sugerindo sem forçar.
O serviço da cozinha encerra-se às 23:30 e o bar fecha à meia-noite devido à necessidade de se fazer silêncio para a vizinhança. O quintal dispõe de um telhado que abre durante o dia para tornar o ambiente mais agradável e fecha à noite para diminuir o ruído externo. Sugiro ao dono – quando o orçamento permitir – um tratamento acústico neste teto e nas paredes – para deixar o ambiente intyerno meno barulhento.
O joelho de porco ficou para a próxima. Será que estou exagerando na avaliação? Só vocês poderão dizer.

Oi Augusto,
enquanto você se esbaldava por aqui, nós nos regalávamos por lá, na companhia da Marina, entre sol e chuva do céu de Salvador. Mas o melhor programa ficou por conta da cachaça do seu blog, que quase levou a nocaute meu primo, que foi se aventurar a acompanhar o Chico e saiu “miando” pra casa, rsrs…
Abços, Juliana.
Ola,
Seria: “Quem é vivo sempre aparece” ou “Bom filho à casa torna”???
O importante é ver q o blog continua BOMBANDO e a Juliana continua comentando…kkkk
Gostaria de propor uma sugestao de bar, “Tio” Augusto.
É um bar alemão, chamdo CANAPÉ – fica na Major Lopes. Mas tem q ser numa terça feira,ok? Toda terça estou la e qdo vc tb… qq coisa é so ligar ou mandar e-mail…abrs.
A pedida foi ótima…mas se já surgiram tantos elogios pro feijão e pra costelinha, vc não vai ter o que dizer sobre o joelho de porco…
Ignus,
por um motivo que não sei explicar, não aparece na lista de locais blogados o Canapé ou o Zur Kneipe Canapé, blogado no dia 25/11/09.
Nada contra voltar lá, mas se quiser me surpreender arranje outra dica.
Além do mais estou morando em Entre Rio de Minas, a 120 km de BH, de segunda a sexta.
Labuto nos bares nos finais de semana e escrevo durante a semana.
Um abraço,
Augusto