Rei morto, rei posto. Fechou a Padaria Trigais e abriu o Armazém Medeiros na mesma esquina da rua Rio de Janeiro 2.221 com Antonio Aleixo, no Lourdes. Se você está pensando que agora terá a facilidade de comprar arroz ou feijão está enganado; terá sim mais uma oportunidade para tomar uma cerveja.
A emenda ficou muito melhor que o soneto. Era um ambiente fechado com apenas uma porta em cada um dos lados e a solução encontrada, toda aberta e bastante iluminada, atrai todas as mariposas quem passam por perto.
O nome não é uma forma de atrair incautas velhinhas e sim uma forma de homenagear a primeira ocupação do espaço. O cardápio traz esta história com fotos de documento antigo assinado por JK autorizando o funcionamento do Armazém Medeiros em 1944. Os arquitetos foram muitos felizes e fizeram uma decoração bem simples que lembrasse as antigas instalações com Cera Parquetina e Óleo de Peroba nas prateleiras. Os lustres feitos com garrafas vazias situam-se entre o chique e o simples.
O fato de servirem cerveja em garrafas de 600 ml (Skol a R$4,80 e Original a R$5,20) e destinarem duas páginas do seu cardápio a cachaças mostra que optaram por um modelo mais popular de bar e que estão decididos a competirem com o Lopes que está do outro lado da rua.
Experimentamos uma costelinha assada (R$6,90 100 gr) que estava melhor que o bife ancho (R$8,50 100 gr), ambos acompanhados de quatro molhos e servidos em um cuidadosos recipientes. Resolvemos conhecer ainda o que era um Tomate Verde Frito (R$9,90 a porção) e vimos que era simplesmente um tomate verde à milanesa.
Enfim, é um bar que os arquitetos ganharam dos cozinheiros.

Passo sempre defronte a este lugar durante o trajeto serviço X casa, e acabei ficando curioso para conhecer o novo botequim. Mas se o arquiteto ganha do cozinheiro, e se cobram R$ 85,00 no quilo do Contra filé, receio ter que esperar mais algum tempo…