Neste endereço, que começou com uma revendedora de vinhos, encontra-se hoje a mais tradicional osteria belorizontina. Creio que se o veneziano Massimo Battaglini, em 2001, consultasse um marqueteiro sobre a conveniência de fundar uma restaurante de massas na Rua Soledade , 28 no Santa Efigênia, teria sido desestimulado. Ainda mais se a entrada do restaurante se desse em duas portas metálicas, daquelas dos antigos armazéns que ficam enroladas no alto da porta quando estão abertas.
Pois está lá, com uma comida de qualidade, com preços não abusivos, em um espaço convidativo para uma boa conversa. Com um lusitano bem disposto a lhe ajudar na escolha do vinho, sem lhe humilhar. Sem música, sem barulho, encerrando suas atividades entre meia noite e uma hora, em respeito ao sono da vizinhança.
Aproveitei o passaporte Belvitur. Como não é todo dia que filho resolve nos acompanhar, brindei a mesa com um tinto português – Vinha da Tapada – que consumiu um terço da conta total que ficou em R$220,00. O restante ficou por conta de uma porção de brusquetas, o meu nhoqui ao molho de cordeiro, Tagliatelli ao lagostim, Risoto com camarão rosa e de uma única sobremesa (mascarpone com molho de tangerina), as águas e o serviço. Cada um dos pratos principais custa em torno de R$50,00.
A grande mandala pintada diretamente na parede, as caixas de vinhos expostas na divisória entre os dois ambientes (lembrança dos primeiros anos) da sala principal, a organizada e limpa cozinha que pode ser observada da janela por onde saem os pratos da sala interna, a adega climatizada vista pelo vidro, são algumas das atrações que podem distrair o freguês enquanto se aguarda.
Pode-se dizer que honestidade, em seu sentido mais amplo, é a marca desse lugar.

Augusto,
Já tinha pensando em te indicar esse lugar. Por muito tempo, esse era o restaurante que sempre contava com a nossa presença. É de extrema qualidade! Só deixamos de ir para conhecer outras casas, mas indico para qualquer um de “olhos fechados”!!!
Bjo procê!