São duas entidades habitando o mesmo corpo, são duas propostas no mesmo endereço: Rua Romualdo Lopes Cançado, 237 – Bairro Castelo (3471-4960). Sob uma administração, de segunda a sábado, o Empório Clã oferece self-service para almoço e de segunda a sábado o Popó assume o bar que resolvi chamar de Bar do Popó. Mesas internas e mesas na calçada são opções para uma freguesia que deixa transparecer o contentamento de estar alí.
Com uma gentileza e uma fineza de tratamento incomuns em butecos, o Popó apresenta a sua carta de cervejas: Brahma, Skol e Antártica que chegam meio grau de temperatura menor que a temperatura de congelamento. E adverte que poucas gotas da pimenta que serve são suficientes para muitas lágrimas.
E trouxe a sua carta de tira-gostos em um pequeno pedaço de papel, escrito à mão, no qual cabia todos os sabores da nossa gastronomia: Tropeiro a R$8,00, Dobradinha a R$9,00, Contra filé com fritas a R$20,00, Torresmo a R$5,00, Língua de Boi a R$13,90, Bolinhos de Mandioca recheados com carne seca ou bacalhau (10 unidades) a R$12,00, Mandioca frita a R$6,00, Mini-quibe (15 unidades) a R$10,00, Pé de Porco, Pescoço de Peru e Costela de Boi a R$7,50.
Escolhi os dois pratos mais complicados: Dobradinha e Língua de Boi acompanhados de pãezinhos. Estavam perfeitos. Divinos, sem nenhum defeito. Textura perfeita para duas carnes muito difíceis de serem feitas. Parece que a língua é fritada antes de ser cozida.
Trata-se daquele tipo de bar que os clientes vão atrás quando ele muda de endereço. Pelo que ouvi, com as atuais dificuldades com o trânsito, os clientes estão vendendo os seus os seus imóveis e comprando outros perto de onde o Popó vai.
De agora em diante, quando me pedirem indicações de três bons butecos em Beagá o Bar do Popó estará entre eles.

Cada quebrada que você descobre, heim Augusto! Quando vier a Salinas quero te aplicar no Honolulu Bar.
Sorry! Esqueci de me identificar. Grande abraço!
Flávio,
era nesse bar que íamos juntos naquele dia que saimos e o trânsito não deixou. Desta vez foi a mesma coisa: mais de uma hora para chegar lá. Valeu a penas.
Um abraço,
Augusto