Mercearia Mello – 5/4/12

A minha amiga Adriana Murta mandou a dica:

 

Olá Augusto! Como tem passado?Um lugar que achei bastante agradável também foi a Mercearia Mello. De fato lá funcionou uma mercearia da famíla Mello durante muito tempo e, recentemente (por volta de 1 ano), tranformaram-na em um restaurante. Um bom atendimento com rapazes sempre dispostos a lhe sugerir uma boa cerveja do vasto cardápio da bebida. Também servem chopp Brahma. Dentre os pratos você encontra desde massas e pizzas feitas em forno a lenha, até peixes e carnes. Abrem todos os dias inclusive para almoço.
Fica perto de onde moro à Rua do Ouro, logo no primeiro semáforo, e tenho aparecido por lá com frequencia. Bem, dizem que quando voltamos ao mesmo “bar” (não sei se chamo bar, butequim, restaurante, mercearia, você é mais perito nisso) muitas vezes…
Fica aí uma dica pra você!! Grande abraço. Adriana

 

Não perdi tempo e respondi:

 

Adriana, Rua do Ouro 331, abre todos os dias. Já está no caderninho. Obrigado pela dica. Você está muito sumida. Um abraço, Augusto

 

E o amigo Eugenio Raggi não titubeou e mandou:

 

A Mercearia do Mello era um ótimo lugar pra se tomar uma latinha sentado na beirada da soleira, jogando conversa fora com a vasta fauna da 3a idade que por ali frequentava, entre maços de couve, mostarda e almeirão. Muitos traziam o tira-gosto e a cachaça de casa ou recorríamos a nacos de queijo canastra, latas de salcinha e/ou sardinha do estoque da mercearia. Hoje, LAMENTAVELMENTE, se tornou mais um desses espaços burgueses, insípidos, inodoros e higienizados, onde cada um se senta à sua mesa ignorando todos os demais presentes, entre comidinhas frescas e caras, alvos forros de mesa e taças de vidro refinados. Mais um espaço vendido ao capitalismo burguês. Uma lástima.

 

Salumeria Centrale – 31/3/12

Foram quatro horas de grande prazer vendo a Estação Ferroviária pelas costas, na fresca brisa noturna, encostado no parapeito centenário do outro lado da Rua Sapucaí, 527, na saída do Viaduto Santa Tereza, onde o Centro passa a ser Floresta, com um bate papo astrofísico existencial, que conhecemos a Salumeria Centrale.

 

Com decoração simples, madeira barata nas paredes, um pé direito bem alto com revestimento acústico, lâmpadas dependuradas nas paredes, sem lustres, salames dependurados sobre o balcão, balcão com os tira-gostos à vista e outros recursos modernos do videoartista Éder Santos transformam esse espaço num lugar aconchegante.

 

É louvável a idéia da casa em oferecer o vinho da casa por R$19 a garrafa, mas decidimos que não valia a pena experimentar  porque ninguém é louco de vender uma garrafa de vinho que preste por esse preço e fomos para o nacional de R$40 que se apresentou muito ácido e terminamos, como nas Bodas de Caná, bebendo o Cabernet Sauvignont chileno da Maipo (R$80).

 

A noite não era para jantares e ficamos apenas com as entradas. Uma de dentro do balcão, Salumi (porção com parma, copa, salame tipo veneto e mortadela italiana com pistache – R$38) acompanhada de uma cesta de pães produzidos na casa (será?) a R$10. A outra entrada, fora do cardápio, foi a Porqueta (fatias de porco dessossado e recheado com as carnes do pr+oprio porco). O porquinho inteiro descansava e enfeitava o balcão enquanto provocava a nossa curiosidade.

 

A casa oferece ainda 10 pratos para jantar na faixa de R$30 como espaguete, risoto, ravioli, nhoque (entre outros italianos) e o PF Salumeria feito com salames, arroz, lentilhas, ovo e farofa, bem como outros 15 tipos de entrada por preço em torno de R$25. Os preços poderiam ser mais acessíveis, mas não se pode fazer qualquer reparo à qualidade dos pratos.

 

Mas lá estávamos nós, apoiando a tática guerrilheira de desenvolver a atuação de dentro para fora e de fora para dentro, ao mesmo tempo. Para se ganhar o centro de BH estamos usando a tática “Praia da Estação” que faz parte da tática urbana e a Salumeria Centrale é a forma de ganhar a guerra saindo da floresta (ou da sierra) para o centro. Ainda haveremos de acabar com a degradação do centro de BH e suas imediações.

 

Choperia e Restaurante Tiradentes – 18/3/12

E o que se faz em uma choperia? Tomar chopes. Então: Um chope. – Escuro?-  Claro! E foi inspirado nessa bricadeira do Flávio que pedimos um escuro e um claro da Wäls (R$4,20), deixando de lado a extensa carta de cachaças com umas 30 marcas, mostrando que cervejaria belorizontina não fica a dever muito às grandes marcas.

 

Em seguida um filé de tilápia (R$35) e um filé a piamontes (R$30); dois pratos para três pessoas com tal qualidade que nos fêz ir embora com um resto de fome, apesar de não ser muito grande quando ordenamos os pratos. Gostei da idéia de fotos dos principais pratos no cardápio.

 

Apesar de não ser anunciado no nome a grande quantidade de petiscos oferecidos permite bons momentos para quem não quer almoçar: espetinhos a R$10, porções de pastel a R$15 e tudo mais que um bom buteco pode oferecer.

 

Mas o grande barato não estava apenas nas bebidas e nos pratos e sim no ambiente. Um espaço muito agradável, com a decoração feita para que nos sentíssemos em Tiradentes. Uma mesa grande voltada para a Rua Kepler, número 147, na tranquilidade dos domingos do bairro Santa Lúcia, com uma profusão de plantas nas jardineiras e flores na porta, nos remetia para o interior.

 

E agora, não perco tempo, não me aborreço, é tudo muito simples. Chope que chegou quente (devia estar tirado e parado) voltou na hora, sem drama.

 

Alegria de Comer Bem – 10/03/12

Quem pensou que a minha alegria de comer  estava com os dias contatos, por eu ter recebido na semana passada a informação de que “estava” diabético, se ferrou. Com as restrições alimentares impostas pelo médico a alegria de comer, beber e fumar vai se transformar na alegria de beber, comer e fumar bem.

E à minha disposição estava o Alegria de Comer Bem na rua Congonhas, 510, Santo Antônio, fechado apenas aos domingos (uma pena!) com seu self-service vegetariano e suas saladas no almoço. Os sanduíches estão disponíveis o dia inteiro por R$6 com direito a suco do dia e R$9 com direito ao suco e salada de frutas.

Para espantar qualquer radicalismo fornecem 30 tipos de pizzas à noite nos tamanhos grande e brotinho a preços em torno de R$17 a menor e R$30 a maior, sendo que nas terças e quartas, entre 18 e 23 horas, rola um rodízio a R$23.

E ainda reserva o “cantinho do rebelde” para quem gosta de carne, servindo um filé com fritas ou os menos rebeldes grelhados atum e dourado.  A pequena carta de cerveja apresenta valores desde R$5,00 (Brahma e Devassa de 600 ml.) até a Monasterium de R$60,00; fiquei com a Austria Amber a R$8,00 que já me deixa suficientemente alegre.

Realizam cooffe breaks, aniversários, confraternizações, casamentos e formaturas , bastando ligar para o telefone 2511-4168.

Como estava decidido a permanecer alegre, decidi aceitar, sem concordar, a cobrança de R$4 por pessoa pelo Couvert Artístico; um cara na frente de um micro escolhendo as músicas. Além de não ser um show, a cobrança não era anunciada no cardápio, em cartazes, nada. Foi mal.

O jornalista João Paulo Cunha, na sua coluna no caderno “Pensar”, do Estado de Minas, de hoje, intitulada “Você é o que você come” lembra que o filósofo Claude Lévi-Strauss, em um sensível exercício de futurologia, anunciou que o porvir será vegetariano ou não será.

Pichita Lana – 26/2/12

Fui almoçar no Pichita Lanna, demorei uma semana para escrever sobre o local e agora quando recorro à memória não encontro nada registrado. Fiquei com medo. Será uma demência precoce? Ou será que o local não me provocou nenhum sentimento que justificasse um registro na memória?

Eu que não sou bobo nada, ficarei com a segunda hipótese. E busquei ajuda das revistas e companheiros que estiveram lá comigo. Segue o que consegui.

É um restaurante localizado na Rua Santa Rita Durão, 1056, Savassi,  que fecha aos sábados, com 120 assentos. E fomos lá em busca do self-service no domingo. Tem outro na Rua Maranhão 1162, Funcionários, menor, para apenas 38 pessoas. O preço do self-service é fixo; nos domingos e feriados é R$26,90 contra R$19,30 dos outros dias.

Como fico com receio de ficar tentado com esses self-service livres de balança optei por um Penne ao Gorgonzola com Paiard (R$19,50). A comida não tem nada de especial, é boa para quem quer variar de self-service nos domingos, mas poderia custar um pouco menos.

Tem outros pratos, ditos pratos especiais: Escondidinho com Contra-filé (R$24), Parmegianna (R$26), estrogonofe de file e frango (R$17 e 12), Executivo com File (R$28,00).

Como estou comendo cada vez menos, não gosto do modelo sem  balança porque estimula as pessoas a comerem mais e impõe alguém  que come pouco a pagar muito.

Uma novidade muito boa: não cobram 10%!

Macau – 19/2/12

O seguidor Eules Franschioni me cobrou em público “Cadê o comentário, Augusto?”, exigindo o meu texto sobre o Macau. E eu pensei: – Será que o Macau precisa de explicações?

Está lá a tanto tempo, servindo seus pratos com a mesma qualidade desde 1975, com a presença constante do chefe da família Lam, com seus cabelos já embranquecendo sem que nada escape da sua supervisão, observado pelo filho que certamente dará prosseguimento a esse projeto, de uma forma que toda a população dessa cidade que frequenta restaurantes já sabe como é.
A única modificação foi há sete anos quando aumentou a sua área passando a oferecer 150 lugares, de terça a domingo, inclusive feriados, permitindo a redução das filas de espera nos finais-de-semana e criando espaços livros que deixam o ambiente menos opressivo.

Manteve os dois cifrões na sua classificação cobrando R$24,80 por um Frango Xadrez ou R$26,50 por Vaca Fatiada com Tão Si Apimentado, pratos esses que, com o suporte de uma porção de arroz Chau Chau (R$16,80) serve três pessoas numa boa. Já perdi a conta das vezes em comi esses mesmos pratos lá; não consigo variar.

Muitas pessoas vão até lá comprar apenas o prato principal e reforçam o almoço com o arroz feito em casa ou com outros acompanhamentos.

E o rolinho de primavera? Bem, como muitas outras pessoas prefiro o rolinho de primavera do tipo mais fino, mas pagar R$5,20 por cada unidade foi um prazer.

E não precisamos nem sentir a saudade que o Anderson, lá de Lavras, sente do melhor chinês de BH, porque a Avenida Olegário Maciel 1767 está aí pertinho e o delivery pela telefone 3337-6193 mata essa saudade em instantes.

Rei do Pastel – 18/02/12

O Rei do Pastel I, localizado na Avenida do Contorno 5.680, esquina com rua Professor Morais, foi o local escolhido pelos organizadores para a primeira parada da Caminhada Momoetílica Brasil Contorno nesse 2012. Esse grupo já havia promovido outras caminhadas que dava uma volta inteira na Contorno parando em todos os bares do lado de dentro da Contorno, mas esse ano limitaram o circuito.

O grupo tinha saído do Café Viena por volta das 9:30 horas da manhã, já tinha parado já em uns cinco bares e o Rei do Pastel se credenciava como o mais adequado para um reforço alimentar rápido por volta das 11 horas.

Afinal de contas o estabelecimento oferece algumas mesas na calçada para quem está cansado ou para quem dispõe de algum tempo. A maioria dos caminhantes preferiu uma latinha de Skol, Antarctica ou Brahma (R$3,50) – a garrafa de 600 ml custa R$5,00 – acompanhada de um pastel de carne, queijo, frango, palmito, napolitano, banana, milho com catupiry ou bacalhau por inacreditáveis R$1,50.

Quem tinha se excedido nas paradas anteriores trocou a cerveja por um caldo de cana de 300 ml a R$1,30 ou de 500 ml a R$1,80. Se a caminhada tivesse se iniciado lá bem que eu poderia ter tomado o meu café da manhã lá, escolhendo um café puro ou pingado (R$0,70) ou um café com leite ou um toddy (R$1,00) com biscoito doce ou de queijo, rosquinha, pão-de-queijo, broa ou um pedaço de bolo de coco, cenoura ou chocalate a R$1,50.

Além de fazer bonito no serviço matinal e como lanchonete, apresenta oferece coquetéis (Caipirinha, Caipivodka, Hifi e Cuba Libre) a R$6,00, cachaça, vodka, conhaque, campari, rum e uísque. E uma longa lista de salgados, a preços entre R$2,50 e R$3, como coxinha, enrolado de salsicha, joelho de moça, quibe, pastel português, empada, esfiha, casulo, mandioca com carne e com bacalhau, torta de frango com catupiry e espeto de frango.

É praticamente um bar!