Terreirão do Pedro

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Estava namorando esse bar há mais de 2 anos; sempre adiando e adiando, sem qualquer razão forte. Estive lá, enfim, em duas oportunidades, ou melhor, em duas modalidades.

Uma, numa festa de aniversário, quarta-feira à noite, onde o espaço foi alugado, músicos foram contratados, comida foi contratada e a bebida comprada pelo aniversariante para ser gelada lá e distribuída para os convidados.

Na segunda vez, numa tarde de domingo, onde compramos a cerveja do Pedro e levamos nossas carnes para assarmos na churrasqueira lá existente. A música era de uma máquina de fichas.

O lugar é maravilhoso, um terreiro ao lado da casa do Pedro, próximo de uma mata, recentemente reformado com a construção de um deck de madeira, construção de 2 banheiros e construção de uma churrasqueira com quiosque um pouco mais afastada das mesas.

A porta fica sempre fechada e tem que interfonar para o Pedro abrir a porta.

A hora de funcionamento é incerta porque o Pedro – como no samba – é pedreiro e abre o bar quando não está trabalhando. É preciso ligar pra ele, antes, e confirmar se está rolando.

Não tem nada para comer, em princípio. Cada um fica, portanto, liberado para levar seu tira-gosto. E não cobra rolha de nada. Quem quiser tira-gosto tem que encomendar com a devida antecedência.

Ele tinha dito que o preço da cerveja era R$4,00 por latão de Brahma ou Skol, mas fazia a 3 latões por R$10,00. Mas já roeu a corda e está cobrando R$5,00 por cada latão.

Já fiquei amigo de muitos freqüentadores e estou com dificuldade para voltar ao Terreirão, tantos são os convites dos amigos novos para festas de aniversário, almoços e visitas.

Tem tomador de conta de carro, honestíssimo, que não arreda o pé da rua e só recebe na saída.

Ligue para o Pedro (9739-5630) e acerte tudo com ele. É feijão sem bicho!

Rua São João Nepomuceno 127, Vila Estrela

Horário de Funcionamento: a confirmar pelo telefone 9739-5630

Quintal do Marçal

 

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Chegamos à rua Quimberlita e paramos na frente da casa amarela, típica do ainda pode ser preservado no bairro Santa Teresa, com informações vagas sobre o lugar. Queríamos tomas uma cerveja e  almoçar.

Tínhamos apenas a senha de que não havia placas e que era suficiente entrar pelo portão do lado direito da casa. Entramos o portão com o aviso de deixá-lo fechado, após nossa entrada.

Depois de avançar pelo tradicional beco lateral chegamos ao quintal da casa, nessa fresca manhã de sábado, e optamos por ficar em uma mesa grande na parte descoberta, ao abrigo do sol, protegido por uma árvore, já que éramos 6 fumantes, de um total de oito. E essa área descoberta, estava liberado para fumantes.

O susto foi imediato: um cardápio, chamado de provisório, escrito à mão, em folhas de papel almaço, apresentava uma lista de 13 tira-gostos e 7 pratos para almoço.

Babem com lista de tira-gosto que vou transcrever inteira com os preços: Maçã de Peito, Língua e Rabada a R$43; Moela, Pé de porco, Pescoço de Peru e Dobradinha com Feijão Branco a R$36; Tropeiro a R$31, Torresmo a R$22, Fígado a R$19, mandioca a R$9,50, Batata 3×1 a R$19 e Casquinha de Siri a R$8,00.

Ufa! O que é isso?

Agora morram com a lista de pratos para almoço: Risoto de Bacalhau a R$55, Costelinha com Quiabo, Tropeiro Completo e Feijoada Completa a R$64; Moqueca de Surubim a R$73, Frango com Quiabo a R$60 e Espaguete a Bolonhesa por R$19.

O que é isso, Marçal? Quer nos matar antes da hora?

Você vai dizer que os pratos são caros, mas preciso que lhe esclarecer que servem 3 pessoas.

É lugar para passar uma tarde inteira, mesmo porque o Marçal fica sozinho na cozinha – a comida demora um pouco – e conta apenas com a ajuda da Graça, que não demora em trazer as cervejas a R$7,50.

Tenho apenas um pedido a fazer aos amigos: convidem-me quando forem lá.

 

Rua Quimberlita, 68 – Santa Teresa

Aberto das 12 às 19:30 horas os sábados e domingos

Telefone: 9909-4946 ou 3077-5552 para reservas

Chá Comigo

Qual a diferença entre uma infusão e um chá? Fiquei intrigado com essa questão quando li no cardápio do Chá Comigo que poderíamos pedir um chá ou uma infusão. Perguntei pra muita gente boa e não houve ninguém que acertasse a resposta; a todos dei a explicação que tinha encontrado na internet.

Mas ninguém precisa saber essa diferença; precisa sim, conhecer essa casa que tem regras bem incomuns: você faz seu pedido no balcão, busca os seus pedidos e depois devolve a louça e paga a sua conta. Leve seu vinil ou escolha um do arquivo para escutar na velha radiola. Lá somos estimulados a deixar uma bebida para um que chegar depois de você.

Precisa conhecer um ambiente único na cidade, onde tudo acontece sem pressa, sem barulho, como se você estivesse na casa de amigos. Um ambiente que respira harmonia.

Escolha uma dessas bebidas, sejam chás ou infusões  – que são servidas em potes – entre as 11 opções disponíveis, servidos gelados ou quentes. E faça seu lanche ou beba sua cerveja ou como uma sobremessa.

Mas se não quiser nada disso vá conhecer a proprietária, Laura Damasceno, que, com seu jeito de flor, recebe a todos com uma gentileza e carinho ímpares, pretendendo fazer com que você se sinta em casa, ou melhor, se sinta em casinha.

Vá lá e dê um descanso nessa nossa loucura do dia-a-dia!

Ah! A explicação. Infusão é o nome de um processo para produzir bebidas com a imersão de uma substância aromática em água quente e chá é a bebida preparada com as folhas da planta do chá. Ou seja, bebemos uma infusão de chá, uma infusão de mate, uma infusão de erva cidreira ou camomila.

Chá Comigo

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Rua Leopoldina, 634 – Santo Antonio – Tel: 2555-7730

Açougue Bella Carne – 12/12/14

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Indo atrás do cheiro de churrasco que chegava ao 15º. andar do prédio onde eu fazia fisioterapia, andei uns duzentos metros e cheguei na esquina das ruas Paraíba com Cláudio Manoel.

Quando vi a multidão, pensei, inicialmente, tratar-se de uma manifestação pela volta da ditadura. Depois pensei que fosse uma manifestação pelo fim do financiamento de empresas para as campanhas políticas. Quando vi grandes rolos de fumaça que se levantavam atrás da multidão, pensei tratar-se de vandalismos dos black blocs.

Qual nada! A fumaça tinha o cheiro que eu buscava e vinha de duas pequenas churrasqueiras portáteis armadas na frente do Açougue Bella Carne, que produz, há 10 anos, um churrasquinho com cerveja no passeio, muito adequado para essas nossas tardes quentes de verão. O Bella Carne, sem necessidade de efeitos especiais, transforma-se em um bar às sextas-feiras, das 17 às 21 horas

E lá estavam todos os tipos, que eu olhava como se assistisse a um filme. Grupos de animados aposentados que, de pé, utilizavam a caixa elétrica junto ao poste como mesa; devem ter sido os primeiros a chegaram para ter esse privilégio, pensei. Grupos de rapazes com roupas de trabalho e crachás dependurados no pescoço, utilizando a lixeira como apoio, grupos de moças sentadas no meio-fio, casal com filho fantasiado de super-herói que dava pernadas e socos na fumaça, babá acompanhando crianças bem pequenas que ganharam o passeio com espetinho e refri ou transeuntes que passavam, compravam e seguiam. E muitos se cumprimentavam indicando serem habitués do local.

Churrasquinho de coração, boi, porco, medalhão e queijo (esses dois últimos comprados) a R$4,00 e cerveja Skol e Brahma a R$3,50 exigia trabalho constante dos 2 funcionários encarregados da churrasqueira.

A fumaça constituía-se no personagem principal do enredo; era ela que atraia, que incomodava, que provocava abanos incomodados nas velhas… E não adiantava se posicionar favoravelmente porque ela, sem mais nem por que, mudava de direção e ia ao seu encontro, entrando na padaria do outro lado da rua ou indo para a sacada do andar superior onde moradores a harmonizavam com as cervejas que também bebiam.

Nunca ia, entretanto, na direção do bar ao lado, devido ao ventilador, estrategicamente montado, que protegia os “bundas-pesadas” que preferiam pagar mais caro pelo churrasco e pela cerveja para ter direito a mesa, ali sentados para atrapalhar o cenário do filme que eu insistia em assistir.

Saí um pouco desse filme e fui rever um filme antigo, onde os dusseldorfenses, animados com o calor de curta duração, enchiam os quarteirões fechados da Altstad, para beberem suas cervejas escuras e comerem seus salsichões.

Por fim, afastei-me e fiquei espiando da contra-esquina. Lembrei-me de uma reportagem que vi hoje, na televisão, na qual o prefeito Márcio Lacerda, aproveitava o aniversário da cidade e solicitava o tombamento, pela Unesco, do conjunto arquitetônico da Pampulha. E pensei: ele deveria tombar era o conjunto que eu observava. Ou, pelo menos, parar de mandar seus fiscais implicarem com a presença de uma churrasqueira no passeio.

Rua Paraíba, 835, Funcionários – Telefones:  3262-0839  – Funciona às sextas-feiras das 17 às 21 horas. Aceita encomenda dos churrascos.

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Rua Paraíba, 835, Funcionários – Tel: 3262-0839 – Funcionamento: às sextas-feiras das 17 às 21 horas

Zé Pretinho – Bar e Restaurante

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Sempre disse admirar bares cujos nomes têm o nome do dono, pois é onde os encontramos sempre por perto e onde esses donos sabem que ali está a sua honra; e o Bar do Zé Pretinho não fugiu a essa regra.

Fui atrás dele e o encontrei sentado atrás de um computador, de onde organiza tudo: controla as contas, recebe os amigos, dá as ordens e sai às vezes para as fotos e abraços, já que tudo funciona, normalmente, muito bem.

A localização é um achado e lembra os famosos butecos do Rio de Janeiro, localizados no limite entre o asfalto e o morro. Para chegar ao bar, basta subir a Rua Herval e pegar a rampa à esquerda, onde se encontra uns garotos a indicar, a quem para no meio da rampa, ser necessário subir de primeira, depois que lhes respondamos que nossos carros são 1.0.

E de lá se pode ver às luzes das pequenas casas e enfeitar a escuridão em uma noite qualquer, ou sentir a frescura de uma noite quente da cidade e ver a lua cheia um pouco mais de perto, ou quarar em uma tarde quente de verão.

O Zé Pretinho, com sua larga experiência, por muitos anos, como garçom em vários bares e restaurantes da cidade, sabia que uma boa localização não era suficiente. Para tanto caprichou no cardápio, sem inovações, resgatou o que mais vem sumindo dos cardápios dos bares: porção de língua ao molho (R$20), dobradinha ao molho com calabresa e bacon (R$22), cascudo frito (R$20) ou lambarizinho frito (R$18), tudo com qualidade impecável e porções fartas, mostram que a escolha da cozinheira foi uma jogada de mestre.

Como ninguém e nada são perfeitos, o escorregão da cozinha ficou com o mais banal; a batatinha frita que acompanhava a porção de carne cozida (R$20) estava crua e encharcada. Deve ser culpa da estagiária.

Fornece porções de pastéis de angu, a R$15, em 3 tipos (carne, frango e queijo), com massa fina, 10 unidades, comprados no melhor fornecedor da praça; sem medo de errar afirmo ser um dos melhores pastéis de angu da cidade. Os bolinhos de bacalhau, de feijão, de mandioca e os mini-kibes, ou os espetinhos, que não provei, são adquiridos de outro fornecedor e custam R$15 a porção.

Também não provei – afinal foram apenas duas visitas – os três tipos de omeletes (mortadela, presunto e queijo) a R$10, os caldos de canjiquinha e feijão a R$10, nem o Mexidão ou o Feijão Tropeiro a R$17, indicados no cardápio para a madrugada.

O cardápio é completado com sanduíches, tábua mix, choriço, carne cozida, costelinha, lingüiças e torresmos. As cervejas normais e as especiais, as cachaças de praxe, caipis, drinks e doses ficam em segundo plano nesse – vou exagerar, sem medo – templo da gastronomia butequeira.

Está nos planos do proprietário regularizar uma área em frente ao bar, do outro lado da rua, sob uma mangueira, que vai deixá-lo muito mais aconchegante, área essa que atualmente é utilizada para depósito de lixo.

Vale uma dica importante: respeitar a comunidade que utiliza essa rua como acesso, não impedindo a sua passagem, bem como respeitando a idiossincrasia dos moradores.

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Rua Gravataí, 260 (esquina com Rua Herval, subindo a rampa) – Serra – Telefones: 9188-2011 ou 2110-8190 – Funciona de segunda a sexta das 18 à 1 hora, sábados de 12:30 à 1 hs e domingo de 12 às 21 hs. Tele-entrega das 11 às 15 hs.

Bar Ideal

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Mar/14

Foi preciso que o Kekanto me incluísse na sua lista de convidados para um happy-hour no Bar Ideal para que eu descobrisse esse bar, encravado e escondido na Savassi. A falta inexplicável de uma placa e os carros estacionados na calçada em frente – refletindo no vidro até parece que estão estacionados dentro do bar – deixa-o invisível para quem passa de carro pela Rua Sergipe.

E trata-se de um bar que não pode passar despercebido pela sua funcionalidade; abre todos os dias da semana de 11:30 às 14:30 para o almoço, quando fecha e reabre às 17 horas, fechando às 23 horas de dom a qui e às 2 hs nas sex e sábados. É um self-service, de segunda a sexta, a R$42,30 e a R$32,50 após às 13:30 hs. É uma sanduicheria toda hora com seus quatro tipos de sanduíche. Na sexta-feira a tradicional feijoada livre a R$28 e tem Open Bar de Chopp, com DJ de graça, a R$40 das 16 às 20 horas no sábado e no domingo das 12 às 22 horas. Nas segundas tem a promoção da dose dupla para qualquer bebida alcoólica e no domingo tem a promoção de 50% de desconto no segundo prato.

Quando fui à primeira vez experimentei o clássico Filè a Gorgonzola, de uma lista de 5 filés. Nem tive oportunidade de conhecer qualquer dos 15 tipos de petiscos da lista.

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Da segunda vez fui almocei e fiquei com um dos 14 possíveis Pratos Executivos – Filé a Parmegiana a R$22,50 – que é servido com arroz, purê e salada; o freguês monta a sua própria salada escolhendo 4 ingredientes de uma lista de onze.

Sim, é um espaço para atender a várias situações, vários gostos e está firme na briga por sobrevivência ali na Savassi.

Rua Sergipe, 1187 – Savassi – BH – 3889-1187

Funciona todos os dias