05 de Janeiro – Segunda-feira

Quando me dispuz a fazer os 200 Happy-hours teve palpite de todo jeito. O mais comum era que eu ficar mais barrigudo ainda, no que eu explicava que iria beber muito pouco e que iria retomar as minhas caminhas e que, portanto, não corria este risco.
Outro comentário recorrente era que eu ia ficar alcóolotra bebendo tanto. Tanto tive que explicar que não seria tanto assim: uma latinha por vês não ia me deixar mais alcoólotra que sou.
Mas na realidade eu não vou me tornar alcoólotra é porque não tenho vocação, mesmo. Aliás, não tenho fígado para alcóolotra pois, mesmo quando vou dormir sóbrio, tenho que curtir ressacas homéricas, daquelas de não poder ver um copo por pelo menos uma semana.
O que não é o caso do Lula (estou falando do meu irmão, pois não pretendo transformar este espaço em lugar para ficar falando de política) que vai dormir sem saber quem é ele e no dia seguinte, toma um banho e, todo pimpão, está prontinho para mais um dia de cervejada e cachaçada.
Também não sou do tipo que afoga mágoas e quando estou de baixo astral não recorro ao álcool. Hoje mesmo era um dia dos bons para encher a cara e não o fiz. É que fui ao urologista para a tradiconal “dedada” anual e seria o caso de coorer depois para o bar e encher a cara.
Eu me programei para o Happy-hour depois da consulta, mas como o médico estava com vários pacientes na fila, antes de mim, sai do prédio onde fica o consultório e aproveitei o tempo e fui em uma lanchonete nas imediações. Resolvi aquele tempo de espera no concultório e matei o programa.
A Fênix Lanches fica na Avenida Barbacena, depois da Amazonas, quase chegando no Hospital Vera Cruz. É uma lanchonete bem tranquila foi com muito custo que encontrei uma cerveja no balcão; parecia que lá não se serve cerveja.
Foi tudo muito rápido, muito falso. Pedi uma Heineken e uma empada, encostei-me próximo à parede, coloquei cerveja no copo – e o dono, com cara de enegenheiro aposentado, ficou de olho em mim quando tirei a máquina fotográfica. Observem que na terceira foto ele está, todo de bigodão, olhando pra mim, na maior desconfiança.
Para não dizer que não existia um traço de boteco, lá estava na porta, um senhor negro, com camiseta do Pitágoras, naquela posição de quem não entra por não saber se será bem recebido, pé no degrau, dando uns palpites sobre chuva (veja última foto).
Quando fui embora e fui guaradar a minha máquina fotográfica no carro, que estava do outro lado da avenida, senti que ele estava me olhando. Olhei na direção da lanchonete e lá estavam eles, dono e funcionário, olhando para mim de forma a dizer: estou de olho em você! Saquei que você é um bandido que está fotogrando a minha lanchonete para depois vir roubar!
Senti-me na obrigação de lhe explicar o que significa a minha presença lá, mas quando fui lá, após a consulta ele já tinha fechado a lanchonete. O coitado vai dormir com uma pulga atrás da orelha.

Fênix Lanches

Fênix Lanches

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