28 de Janeiro – Quarta-feira

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Programação: sexta-feira, dia 30/1, a partir das 18 horas, o Hh será na Praça da Liberdade, ao lado das estátuas do Fernando Sabino, O to Lara Resende, Paulo Mendes Campo e Hélio Pelegrino. A idéia é fazer um Hh com cara de sarau literário; cada um deve levar, portanto, um texto de um destes caras (ou de outros) para lermos juntos. Se chover nos encontraremos no coreto. Espero vocês lá.

 

Danilo me telefonou para cumprimentar-me pelo meu aniversário, hoje à noite, enquanto estávamos no Bar do Lopes ( Rua Antonio Aleixo 260, 3337-7995, Lourdes), elogiou o blog e sugeriu que eu filosofasse mais. Concordei com ele, prometi me empenhar nesta direção, mas não é nada fácil cumprir o prometido porque, primeiro, não sou um filósofo e, segundo, porque a tarefa de escrever em blog é muito imediata, sem tempo para reflexão.

Comecei o encontro meio sem graça porque percebi, de cara, que deveria ter marcado em um bar mais legal e terminei absolutamente sem graça porque, por inspiração do Gera, resolveram pagar a conta toda.  Dividiram a conta entre o Gera, o Chico, o Humberto e o Marcos.

Marina caprichou nos adereços, levando vela e língua-de-sogra para dar o toque de comemoração de aniversário. Aproveito para agradecer, de público, os presentes que me deram (o Ipod, a garrafinha para carregar uísque, o disco do Melodia, o vinho do Porto, o quadro com a foto do time do Cruzeiro e a peça em formato de mulher) e lamentar as ausências de Valéria e Gabriel.

Terminamos a noite na Sorveteria Alessa, ali perto, com sorvete e café para que o acontecimento ganhasse um toque elegante.

Indo embora, encontrei o Renato que me animou, prometendo incluir-me no Guinesses, caso eu consiga manter este ritmo. Devo confessar que precisarei de muito apoio, muito estímulo para levar esta empreitada até o fim.

O bar. É do tipo buteco chique, com a estrutura e cara de buteco, mas com padrão elevado, apesar do Humberto ter percebido faltar vinho na lingüiça com vinho. Eu não tinha freqüentado, antes, este bar e a lembrança que tinha dele, era de um bar de velhos que moravam nas imediações, mas perece ter havido mudança de donos e mudança de estilo. Hoje é freqüentado por pessoas de classe média que estão entrando na terceira idade.

Comentei com algumas pessoas que me cumprimentaram hoje o quanto as palavras vão ganhando mais sentido, para cada um de nós, à medida que o tempo passa. Quando se tem 18 anos não significa nada, ouvir as pessoas nos desejarem saúde, felicidade, paz. À medida que cada uma destas coisas vai faltando, vamos entendendo o significado delas. Atualmente o que mais faz sentido para mim é prosperidade, que é, num certo sentido, o antônimo de crise.

Eu não sabia que fazer 57 anos era tão triste. Sugiro a vocês comemorarem apenas o 58, depois de terem comemorado o 56. Agradeço a solidariedade do Humberto que ficou triste junto comigo, já que a companhia de 18 pessoas não foi o suficiente para levantar meu astral.

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4 Respostas para “28 de Janeiro – Quarta-feira

  1. Que isso, Augusto? Triste por que? Se reparar bem, voce agora tem 57 com corpinho de “51”…não foi uma boa idéia? Afinal, de bar em bar, só com cachaça mesmo pra voce “envelhecer” com gosto!!!!!Aposto que Cristina, a provadora exclusiva do produto, irá concordar comigo…

  2. Essa história de que as palavras têm diferentes sentidos é bem verdade. Não apenas por aqueles vários do Aurélio, ou pela quantidade de vida que temos ou não. Disso eu entendo um pouco, mais ou menos, que outros. Mas também por quem as escreve. Confesso que, hoje de manhã, dei uma lida rápida no blog e fiquei incomodado, pra dizer pouco. Essas palavras, vindas do meu pai, não me desceram muito bem. Estudei, fiz um processo e voltei aqui, pra ler de novo. Fiquei procurando alguma coisa nas entrelinhas. Lembrando de ontem, de antes de ontem, de antes de antes de ontem… Enfim, de alguns dias, nesses 27 anos, que o levaram a ficar triste no dia no aniversário. Talvez porque muitas vezes eu sinta o mesmo e poderia encontrar alguma razão pra isso. Ou talvez porque, com a quantidade de vida, uma preocupação que seria típica de um pai passa a ser também do filho. As coisas vão, não diria se invertendo, porque não acho que chega a tanto, mas, ao menos, se equilibrando. Não sei direito, mas aquilo continuava me incomodando. Almocei, cortei o cabelo e não conclui nada demais. Confirmei apenas que esse negócio de compartilhar as coisas, principalmente as ruins, é tão bom quanto difícil. E o blog ajuda.

  3. Pai, não fique triste. Nós, que não somos poucos, te amamos e admiramos. Se ontem 18 pessoas apareceram por você, no ducentésimo seremos 180.

  4. Gostei demais do Bar do Lopes 🙂
    Banheiro limpinho,atendimento rápido,cerveja suuuuuper gelada,comida deliciosa e o público adulto.
    Só falta musiquinha né?

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