Arquivo do dia: 08/02/2009

07 de Fevereiro – Sábado

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          Frequento Rio Acima desde os tempos em que podia-se andar nu pelas ruas nos dias de semana à noite e, nos finais de semana, a cidade toda ia dormir às 10 horas da noite. Desde os tempos em que a única opção para beber ou comer alguma coisa, antes das 10 da noite, era num trailer na praça. Agora está tudo mudado. Deve ter mais de 15 bares e restaurantes e, como toda cidade do interior, na falta do que fazer, a turma gosta de beber diariamente. Já tive oportunidade de conhecer alguns tipos notáveis.

         Um deles é o Tim, que presta serviços gerais no condomínio e me contou que tinha feito uma promessa de sair, para o mesmo bar, todos os dias do ano passado e que a minha idéia desse Hh não era nada original. E que não tinha conseguido cumprir a promessa pois faltou dois dias por ter ficado doente. Este ano está tentando de novo. Os olhos dele, inejtados e estufados, não deixam dúvidas de que ele está falando a verdade.

         Quando sai para o Hh hoje, por volta das 8 horas da noite, telefonei para ele, para convidá-lo a sair comigo, como forma de homenageá-lo, mas ele atendeu o telefonema, prá lá de bagdá. O Hh dele já tinha terminado. Realmente, o Tim pode ser consdierado o ícone destes Hh; qualquer dias destes mostro a foto dele.

         Fui, então, ao Bar do Luiz com a Cristina mas estava estava fechado. Encontrei o Anancildo – que está em pé ao meu lado na foto – no Bar da Nerilda, ao lado do Bar do Luiz. Sei que vou deixar o Humberto, mais uma vez triste, por não ter podido beber uma cerveja com o Anancildo. É que Humberto não esquece da história, contada pelo Anancildo, de que comeu um pescoço de peru com macarrão, feito pelo Luiz, e teve que dar mais de trinta voltas na igreja, antes de dormir, com medo de morrer, pelo tanto que comeu e bebeu.

         Ele, que trabalha como segurança na clínica de fisioterapia do hoispital, no regime 12 x 36, regime este que lhe garante bastante disponibilidade para butecar, representou o Tim à altura.

         Estava muito gostosa a carne de porco da Nerilda e ela disse o que gosta mesmo de fazer é almoço. Já tenho onde almoçar amanhã. O bar tem apenas uma mesa na calçada e nenhuma mesa lá dentro, mas a panela de carne de porco é bem grande, pois ela serve refeições para levar para casa.

         Não pude deixar de me lembrar do Danilo, quando brindamos o meu primeiro copo de cerveja, pois o Anancildo filosofou no melhor estilo de buteco, provocando em mim uma sonora gargalhada. Ele pensava que estava achando graça da originalidade da frase dele. Empolgado ele falou:

         – Que as nossas mulheres não morram viúvas, que nossos filhos não nasçam gays, nem nossas filhas sapatão!

         Dá-lhe Anancildo!

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