Arquivo do dia: 23/02/2009

22 de Fevereiro – Domingo

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Ontem concluí o texto com uma filosofada do Chico e hoje vou abrir com outra filosofada que ele soltou, ainda ontem, quando tomou a primeira dose de uisque: – Esta é a prova inequívoca de a humanidade evoluiu.

         Pois bem. Fomos à Praça 15 (mesmo após intensas discussões não sabemos se é 15 de novembro, 15 de fevereiro, ou outro mês) ver o Boitatá, que marcou para sair às 9 horas; às 13 horas o microfone solicitou desculpas à multidão que lotava a belísssima praça, pelo pequeno atraso.

         Decidimos ir embora ver o bloco “Quer Merda é Essa” e essas minhas cansadas retinas presenciaram aquela que deverá a imagem mais bonita deste e de outros carnavais. As escadarias do Palácio Tiradentes estavam tomadas pelos foliões do “Boi Tolo” e ofereciam para quem estava na rua, uma cena que parecia com as comemorações do fim de uma revolução e que, pelo aspecto alegórico, só poderia ser em um país na América do Sul. Gente trepada nos monumentos, uma colombina desfraldando o estandarte do “Boi Tolo”, um cara trepado em um poste com a bandeira do Brasil e a bandeira azul e vermelha de Cuba, poderiam confundir um mais desavisado e fazê-lo acreditar que aquilo era algo mais que carnaval.

         Descobri que não passo fome no Rio de Janeiro, pois posso ser “animador de metrô”. Pus uma galera inteira para cantar marchinhas da Praça 15 até Copacabana. O ponto alto era a coreografia da chupeta do Bola Preta, quando eu, arriscando, utilizava as duas mãos para mostrar a chupeta, sem poder segurar nos suportes.

         Passamos pelo hotel para os “barros” de praxe e aproveitamos para comer quase uma dúzia de ovos cozidos, daqueles amarelos, no “3 Caravelas” antes de ir para o “Que Merda”, mas ele tinha saído mais cedo, tinha terminado muito rápido devido a problemas no som. Então fomos direto, a pé, para o Bar Bracarense, na Rua José Linhares 85, no Leblon.

         Bar muito bom, sem frescura, servem o freguês na mesa, na mesinha, em pé, correndo todos os riscos de levar canos. Não tem fila de espera e você tem que se virar para ocupar a mesa quando ela vagar. Só me lembro muito vagamente que os chopes e os tira-gostos (um deles era carne desfiada) estavam ótimos; mais não posso dizer.

         O Rodrigo chegou um pouco mais tarde porque ficou apagado no Boi Tatá.

         O café no Expresso Brasil não foi suficiente para dar tempo para vagarem os táxis e tivemos que pegar o balaio que estava vazio quando subimos, mas lotou durante o percurso, fazendo a Cristina viver a experiência mais surreal dos últimos vintes anos dela, que é atravessar um ônibus lotado, cujo motorista parece brincar de dirigir, jogando o ônibus para os lados enquando freia e acelera bruscamente.

         Ela estava simplesmente maravilhada quando desceu.