Arquivo do dia: 28/02/2009

27 de Fevereiro – Sexta-feira

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          Será que eu poderia dizer que Santa Teresa é o bairro mais boêmio de Belo Horizonte? Será que eu poderia dizer que o Bairro Santa Teresa de Belo Horizonte equivale ao Bairro Santa Teresa do Rio de Janeiro? Que é o bairro mais carnavalesco daqui, com seus blocos, todos nós já sabemos.

Não sei se poderia dizer, mas é o que estou dizendo.

Já fazia tempo que o Zé Maurício tinha feito o convite para eu conhecer o bar mais antigo de Belo Horizonte e eu aceitei hoje. E lá estava o Márcio – colega de serviço do Zé Maurício – me aguardando, para me contar histórias dos bares da região, que ele conhece desde que frequentava o grupo escolar, histórias que não se limitam ao bairro e se estendem a Nova Lima e Caeté.  Mais que depressa anotei o celular do Márcio (ele já tinha ido embora no momento da foto) pois vi nele um consultor para o assunto, consultor que não complica, pois deixou claro em mais de uma ocasião: – Quando precisar me liga que vamos na hora.

O Bar do Orlando, situado na Rua Alvinópolis 460, esquina com Rua Conselheiro Rocha, assumiu o nome do dono mas já foi o Bar dos Pescadores, pois era lá que os pescadores compravam os apretechos de pesca antes de tomar o trem que os levava à região de Rio Acima ou Nova Lima, ou qualquer outro lugar para pescar. Hoje não tem mais trem, mas dá para ouvir o barulho do metrô que passa do outro lado da rua, atrás do muro.

         A arquitetura é clássica: prédio de esquina, antigo armazém, dono mora nos fundos. O Orlando informa que o prédio é de 1913 e, modestamente me responde, que não conhece outro mais antigo.

         O público que frequenta o bairro é distinto do público dos bares zona sul; é um público elitizado, sem pressa, sem interesse em paquera, grupos grandes apenas interessados em conversar e beber.

         O bar fica voltado para a praça, com imensas árvores que devem oferecer uma agradável sombra durante o dia e com bancos que são ocupados por grupos que compram cervejas e vão para lá, afastados do burburinho das mesas situadas nas calçadas.

         O bar não tem garçom; quem quiser alguma coisa que vá ao balcão e compre. Compre e carregue para a mesa. E pague na hora por cada cerveja que pedir. Com Orlando não tem conversa.

         Fiquei sabendo pela Aninha, confirmado pelo próprio Orlando, que nos dias de eleição o bar funciona normalmente, com entrada pelo Portão 4, ou seja, o bar não abre mas a cerveja rola solta na área, tipo um quintal, ao lado do bar.

         Comprei a edição da Veja que fala dos bares e restaurantes de Belo Horizonte (205 restaurantes, 189 bares, 168 comidinhas, pizzarias, etc) e estou decidido a procurar outros lugares. A revista servirá para eu saber em que lugar não ir.

         Gostei da minha pose na foto, do tipo dom Corleone.