Arquivo do dia: 08/04/2009

07 de Abril – Café Viena

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O Café Viena, localizado na Avenida Contorno 3968, Funcionários, esquina com rua Manaus, ostenta uma pequena placa na fachada dizendo que ali funciona uma cafeteria. Mas se você apanhar um folder sobre o balcão verá que, na verdade, trata-se de um restaurante e choperia. Mas se observar o que está impresso no prato verá que o dono já pensou que era uma uma doceteria e cafeteria. No site encontra-se a palavra bar e chopperia, mas por mais que procurasse não encontrei a palavra boteco ou qualquer uma das suas variações como buteco ou butiquim em nenhum lugar.

Alguns podem pensar tratar-se de uma crise de identidade para um estabelecimento que tem apenas dez anos de idade. Prá mim, o que acontece que lá é tudo e o nome deste  local deveria ser:

Restaurante Cervejaria Chopperia Bar Cafeteria Doceteria Bar e Boteco Viena.

Não sei se a ordem certa seria a escrita acima; talvez devesse começar com cervejaria pois ostenta o título de oferecer a maior carta de cerveja da América Latina com 355 tipos de cerveja e o número de pratos é por volta de cento e oitenta. As cervejas estão separadas po países (dezenove) e tem cerveja até do Japão. Os vinhos estão numa cristaleira separados por países e dispõem de apenas oito marcas de cachaça, motivo pelo qual, deixei a palavra boteco para o final.

Os sorvetes austríacos (14 sabores), as tortas de nozes e alemã, o sempre presente apfelstudel, as trufas variadas lhe esperam após o almoço com os quinze tipos de café.

Fica instalado num prédio onde funcionou uma mercearia com casa no segundo andar e é neste segundo que funciona o restaurante com lugares para mais de 100 pessoas. No segundo andar encontra-se um pequena varanda, voltada para a rua Manaus, à sombra de uma árvore, que vai me aguardar para um Hh de final de tarde na companhia de alguém.

Definitivamente este não é um local para ir sozinho como fui hoje. Procurei o Gêra, que mora na redondeza e me indicou o lugar, mas estava trabalhando e não quis insistir muito para que adiasse a ida.

Quando manifestei meu interesse pelas escuras, o muito atencioso Tião, o garçom, me sugeriu uma alemã, Kostrizer escura (com trema no “o”, mas não acho o trema neste teclado português), divina, que foram os quinze reais mais bem gastos na minha vida, fabricada Bad Kostritz/Thurigen; as duas palavras têm trema, mas o problema continua. Uma salsicha de vitelo com batatas ajudaram a degustação.

A decoração, tanto no primeiro como no segundo é no melhor estilo austríaco e me encantei com as tubas colocadas próximo à escada. Não faltam fotos da Europa, cartazes de cervejas famosas, estátua de uma austríaca na porta de entrada, etc.

Os donos tiveram muita sorte quando deixaram deixaram a casa com algumas características da construção original, o que nos faz sentir que estamos em um lugar que existe há mais de cinquenta anos.

Pronto. Achei um lugar para comemorar aniversário, para comemorar bodas, para matar o Pedrinho de tanto tomar cerveja quando ele vier a BH, para indicar para todo mundo.

E continuo, até agora, impressionado como ninguém tinha falado deste lugar pra mim e como não tinha nem observado este lugar que fica exposto com suas mesas na calçada até fazer a curva na rua Manaus.

Chega! Quem quiser saber mais, vai lá.

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