Arquivo do dia: 15/04/2009

14 de Abril – Nonô o Rei do Caldo de Mocotó

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Dei a primeira colherada naquele caldo amarelo, curioso para saber que gosto tinha. As pessoas que já tinham provado este caldo sempre respondiam à minha pergunta, que tinha gosto de mocotó. Humberto explicou que tinha gosto de colágeno, mas achei a explicação muito técnica para meu gosto. E o gosto mais próximo que encontrei foi de dobradinha. Como nunca comi sebo não pude concordar ou discordar da opinião do Gêra.

O caldo é servido em canecas para ser tomada às colheradas, em duas versões. Você pode pedir só caldo ou pode pedir para vir com uns pedaços de mocotó dentro. Pode ainda pedir com cebolinha e/ou com ovo. O meu foi completo; com pedaços de mocotó, cebolinha, um ovo cru e um pãozinho. Para acompanhar uma Caracú.

E uma Caracú, asim simples, não é a bebida mais reforçada. Por R$7,50 você tomar o Caracálcio: Caracú com seis ovos de codorna, uma dose de conhaque Selvagem, paçoca, toddy e canela. A Caracú parece ser o melhor acompanhamento, pois o local, fundado em 1964, ostenta o tíitulo de campeão de vendas da Caracú 300 ml, no Brasil, no ano de 2004, com um volume médio de 5.000 unidades mensais. 

E apenas um sexto das pessoas que tomam o caldo bebem Caracú, pois a venda mensal é de trinta mil caldos de mocotó. No inverno chega-se a vender 1.500m caldos por dia. Depois para outra ocasião a costelinha de porco ou língua que custa a bagatela de R$3,30, cada porção.

O local funciona 24 horas por dia dia, fechando apenas de sábado à meia noite até às 6 horas da segunda-feira, o que é uma crueldade com os  motoristas de táxi que trabalham nas madrugadas de sábado e domingo. Para garantir a ordem é proibido permanecer sem camisa, batucar, usar qualquer instrumento musical ou aprelhos sonoros, bem como jogos de qualquer espécie, até mesmo a singela purrinha.

Funciona na Avenida Amazonas 840, no Centro (tel 3212-7458) e tem também uma entrada pela Rua Tupis. Não tem mesas e os fregueses podem se servir em pé no balcão ou em suportes presos na paredes.

Trata-se de um prato inventado pelos escravos que, na falta do que comer, deixavam cozinhando, o dia inteiro, as patas dos bois para comerem quando voltassem do trabalho.  Os patrões logo incorporaram este hábito alimentar quando perceberam que era muito nutritivo.

É um verdadeiro levanta defunto! E caiu bem para acompnahar os quatro a um no Ituiutaba hoje.

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