Arquivo do dia: 21/04/2009

21 de Abril – Balaio de Gato

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 Conheço três Balaios de Gato em Belo Horizonte; um na Rua Ouro Preto 1027, que foi blogado no dia 2 de fevereiro, outro na Rua Piauí 1898, que ainda não conheço e o terceiro na Avenida Olegário Maciel 1370, quase na esquina com Aimorés.

Este último está em funcionamento há quatro anos e, creio, foi instalado para pegar uma rebarba do Amore Mio, que fica justamente na esquina da Olegário Maciel com Aimorés. As cadeiras vermelhas de um terminam onde começam as cadeiras amarelas do outro e corre-se o risco de sentar nas mesas de um e só perceber que estava no outro quando chega a conta.

A decisão de ir ao Balaio de Gato foi do Fernando que fundamentou sua decisão pelo fato de ter cerveja mais barata que outros lugares; de fato, a Skol e a Brahma custam R$3,00 e a Bohemia custa R$3,20. Concordei com o Fernando, de cara; afinal cerveja é igual em qualquer lugar, ainda não estão cobrando para gente conversar, o problema de temperatura das cervejas deixou de existir desde que as velhas geladeiras foram substituídas por freezeres que controlam a temperatura por igual em todo o interior e a gente vai a boteco é para beber e não para comer.

Encarei um tropeiro completo, com ovo e lingüiça, que custa R$6,50 (o simples, com ovo ou lingüiça custa R$5,00), mas tive que contar com a colaboração do Fernando para liquidá-lo. Não sei dar notícia direito das fritas com queijo (estavam bonitas) e de uma porção de queijo servido como se fosse uma pizza, porque eu estava mais interessado em conversar com o pessoal do “Pé no Chão”.

No resto, é igual a uma grande quantidade de butecos: mesas de plástico na calçada, banheirinho apertado e cinco freezões na entrada, servindo como demonstração do que podem conseguir com a temperatura. O diferencial estava por conta das companhias, da agradável tarde que fazia em BH e da sede que levamos para lá, após uma escalada para chegar ao topo da Pedra Grande, em Igarapé, e uma caminhada longa para voltar.

O cardápio informava que não se aceitava cheques e cartões; já observei esta limitação em outros butecos e sinto ser uma tendência no comércio butequístico de BH de aceitar pagamento apenas em dinheiro. Trata-se de uma iniciativa, com a qual concordo, de se livrar das tarifas bancárias e dos calotes, reduzindo o preço dos produtos. Da minha parte, passarei a pagar as contas somente com dinheiro. Para completar tinha a promoção “Peça um fiado e ganhe um não”.

A subida à Pedra Grande começou às 7 horas quando me encontrei com o pessoal do “Pé no Chão” no Terminal JK; fomos de carro até o pé da serra e escalamos (o grupo era formado por 22 pessoas) uma erosão, que apresentava um grau dificílimo no final. Senti a presença da velhice sob a forma de medo de me acidentar, um deslize poderia ser fatal, e me vi deitado em um caixão, com algodõezinhos nas narinas, sendo xingado de burro por ter me arriscado. Senti a presença da velhice também quando eu tive mais que ser ajudado que ajudar. Serviu para eu constatar que uma subida destas está acima de meus limites. A descida foi pesada, mas tranqüila.

Este grupo, uma associação sem fins lucrativos, que me foi apresentado pela Lair, foi fundado em 1991 e tem um programação de mais de 15 caminhadas, ainda este ano. Como é sem fins lucrativos o preço é muito barato. Hoje tive que pagar apenas R$5,00 e para Nova Lima o custo será de R$2,00.

Já acertei com Fernando (9952-8557), José Ronaldo (9948-7211) e Fabinho (8425-9990) que estarei junto com eles, dia 1/5, na ida a Nova Lima, saindo do Cemitério da Saudade. Quem se interessar pode fazer contato pelos telefones que citei acima ou pelo email: penochao.ch(arroba)gmail.com.

Este teclado acaba comigo; nem o sinal de arroba consigo mais colocar.

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20 de Abril – Bar Restaurante 1 a 1

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 Se você subir a Rua Carangola e der uma paradinha na esquina com a Rua Cristina, para recuperar o fôlego daquela ladeira lá existente e que dificulta a caminhada dos que tem a minha faixa de idade, poderá perceber o Bar Restaurante 1 a 1, no seguinte endereço: Rua Carangola, 647 (telefone 32934912).

Se esta caminhada for no sábado e a parada se der entre 11 e 13 horas, você perceberá um grupo de senhores assentados na parte de fora do bar, do lado da Rua Cristina, protegidos por uma agradável sombra, e entre eles você encontrará o Luiz Paulo (meu vizinho do apartamento 406) com seus amigos fiéis, de copo.

Quem sempre pensou que a Mercearia Lili fosse o bar mais perto da minha casa, pode continuar pensando pois “è la pura sacrosanta verità”, como dizia uma velha música italiana, mas o 1 a 1 é o segundo mais perto e, inexplicavelmente, eu o freqüento muito pouco.

Estive pensando porque o nome do lugar é “1 a 1”. Numa conhecida música o autor diz que “este jogo não pode ser 1 a 1” porque se o time dele perder ele mataria um, indicando ser 1 a 1, uma situação indefinida. Já o Djavan quer sair daquele 1 a 1 indicando que o negócio não desata, não desempata. Eu acho que “1 a 1” lembra uma situação de intimidade, de casais, de pares: mas me esqueci de perguntar ao dono o porquê do nome.

A construção, de esquina, era originalmente uma casa e hoje funciona no segundo andar uma escola particular para reforço escolar. O Weber, atual dono do restaurante a três anos e conhecido meu desde os tempos em que o Daniel estudava na escola da esposa dele (Faz de Conta), perto dali, me disse que o restaurante funciona de segunda a sexta-feira das 11:30 às 15:00 (para atender praticamente aos funcionários da Copasa) e aos sábados até às 17:00 horas.

Agora sei por que tantas vezes passei na porta do restaurante no começo da noite, querendo fazer o meu pit stop, lá e estava fechado e aí o inexplicável se explica.

Quando lhe perguntei por que não estica o horário para um happy hour, ele explicou que precisa de outra estrutura e que o trabalho é muito grande por atender outro tipo de público. Ele relembrou – e me lembro muito bem, pois sempre passava na porta – que às quartas-feiras tinha música ao vivo, tocada e cantada nas mesas.

Hoje, enquanto aguardava o almoço, em casa, ficar pronto neste emendada de feriado, recebi dele o convite, que estendo a vocês, para a feijoada dos sábados, que ele garante ser “super-honesta” feita com todos os ingredientes do Mercado Central.

E aí? Quem topa uma feijoada no “1 a 1” no sábado que vem, enquanto o Weber não anima a nos receber para um happy hour?