Arquivo do dia: 03/05/2009

02 de maio – Armazém do Árabe

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Resolvemos prestigiar, mais uma vez, o Comida di Buteco e fomos ao Armazém do Árabe na Rua Luz, 230, Serra (3223-1410). A rua é pequena, começa na Afonso Pena e termina na Estevão Pinto, não é muito conhecida, mas tem a vantagem de existir sempre vagas para estacionar.

O bar, fundado em 2000, tem uma decoração simples; apenas o vaso de narguilé no balcão e a bandeira do Líbano a indicar a natureza do bar. O bar tem um pé direito bastante alto e alguma coisa poderia ser feita para ornamentar o teto e servir com solução acústica para o ambiente.

Barulho não parece ser uma coisa que incomoda aos donos, pois eles próprios conversam bastante alto com fregueses no balcão, nos deixando com a sensação de estarmos em um ambiente com mais duzentas pessoas e não apenas as cinqüenta que ocupavam o salão do bar.

Vou, inclusive, enviar uma sugestão para os organizadores deste evento para premiarem o melhor trabalho acústico em 2010. Será que cola? Será que outras pessoas também estão preocupadas com barulho? Serão que os usuários de butecos acham que a conversa alta ajuda a compor o clima? A ver.

O bar tem área para fumantes que é próprio bar e reserva o passeio como a área para não fumantes. Se você é não-fumante e estiver chovendo terá que ir a outro bar. Ih!, acho que estou ficando é velho.

Mas, apesar do barulho e do cigarro, foi muito agradável comer o prato deste ano: Picadinho à moda Bidfine (carne em cubos com grão de bico, hortelã, pão sírio e especiarias árabes). Sentir os deliciosos sabores da comida árabe, felizmente tem preço, custa por R$19,90, e o dono não quis explicar para Vilminha quais especiarias são utilizadas. – É um segredo. – respondeu. Como não gosto de ficar sabendo segredos de ninguém, prefiro voltar lá toda vez que der vontade.

Comemos também o prato de 2007: Tabish (quibe assado, tomate e molho de Tahine). Custa R$17,90. O molho estava uma delícia, mas como sou um saudosista velho, continuo preferindo os quibes cru do extinto restaurante da Maria Turca, na Rua Turquesa.

O Gabriel, que ainda não definiu se será massagista ou fotógrafo, captou com suas lentes, o olhar oblíquo, dissimulado, da Vilminha que estava olhando para alguém nas mesas ao lado. Não conseguiu captar o travo do Humberto; muita calma, companheiro, nestas horas, a vida é como as ondas, vão e vem.

Cristina e Juliana, utilizando a técnica de eliminar as papadas em fotos (comprima a língua contra o céu da boca) ficaram muito bem na foto.

E o Gera? Apareceu para sair na foto e pedir duas saideiras; explicou que não é bom para ninguém, nem para as cervejas, saírem sozinhas, elas têm que sair acompanhadas.