Arquivo do dia: 06/05/2009

05 de maio – Restaurante do Stella Maris

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Tomei apenas um cafezinho com pão-de-queijo em Confins, esperando almoçar no avião, mas a Gol serve apenas bolachas. Pensei: – Não há de ser nada, almoçarei um peixe em Itacaré. – Mas na descida em Salvador, devida a uma forte chuva que caiu na cidade, o avião arremeteu e fomos pra Maceió e… mais bolachas. Sem poder sair do avião, e tome mais bolachas, retornamos a Salvador.

A Angélica do Gustavo Werneck, que sofria conosco, pelas bolachas e pelas arremetidas e não saía do fundo do avião (já estava tão amiga do João Comissário, que ela mesma pegava os bolinhos de chocolate no armário) achou muita graça na explicação do comandante, para justificar toda a indefinição da situação:

 – A natureza é muito dinâmica! – Lembrei-me de Sidelsino explicando o que é maçonaria.

Sentimos na pele o despreparo, a má intenção, a sonegação de informação e o descaso das companhias aéreas com seus passageiros.

Como não deu para ir para Ilhéus, tivemos que dormir em Salvador e foi com este espírito que entrei no Restaurante do Hotel Stella Maris para comer um bufê. Não fosse o aborrecimento pelo transtorno, até que eu teria gostado mais da sopa de queijo e do filé grelhado, que estavam sendo pagos pela Gol.

O toque baiano, no café da manhã, ficou por conta da tapioca, do bolo de puba e do mungunzá.

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04 de maio – Café Palhares

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Último dia de férias em Belo Horizonte e amanhã o blog visitará Itacaré.

Fui ao centro fazer um filme com o Dani e aproveitamos parta tomar um café com pão-de-queijo, no meio da manhã, no Café Nice, que é só um Café mesmo, bem tradicional e tem mais velhos por metro quadrado que qualquer asilo.

Por volta do meio-dia fomos butecar no Café Palhares, fundado em 1938 e que funciona há mais de 60 anos no mesmo endereço, ou seja, Rua Tupinambás, 638, Centro, 3201-1841.

O prato mais famoso do Palhares é o Kaol, que foi assim batizado pela radialista e boêmio Rômulo Paes, e nada mais é que as iniciais de cachaça (cujo “c” foi trocado pelo “k” para dar mais pompa ao prato), – que costumava proceder às refeições, arroz, ovo e lingüiça. A partir da década de 70, a receita foi sendo incrementada e ganhou farofa e couve e, nos anos 80, um pouquinho de torresmo. Atualmente, a lingüiça pode ser trocada por pernil, carne cozida, dobradinha, língua ou peixe. Antes de ser servido, cobre-se o prato com molho de tomate para deixá-lo mais saboroso e molhadinho. E vale o choro: – Capricha no molho! – pedem os fregueses. Os preços variam de R$7,40 a R$8,20 e o com duas carnes custa R$12,00. O balcão do Palhares serve Kaol, neste horário, para a grande maioria dos fregueses.

Como pretendíamos almoçar em casa, apenas petiscamos o prato da Comida di Buteco: Karacol de de Pernil (tradicional pernil do local servido em forma de caracol, regado com molho picante de abacaxi, acompanhado de hortaliças, fios de couve, pão árabe e uma pimenta dedo de moça) com dois chopps. É a sexta participação do Café Palhares neste evento. Este prato custa R$17,00 e a diferença de preço é pela sofisticação.

Sofisticação e qualidade no atendimento, pois o garçom até pediu para uma senhora, que estava comendo um Kaol ao nosso lado, se mudar de lugar, para vagar um lugar ao meu lado para o Daniel.