Arquivo do dia: 16/05/2009

14 de Maio – Bar Pity

DSC05075reduzidaDSC05075reduzida

Quando o Marcos sugeriu irmos ao Bar Pity, na Contorno com Afonso Pena, e disse que o bar participava do Comida di Buteco, pensei comigo:

– Nunca ouvi falar, nunca vi e com esse nome, deve ser um bar novo, moderno. Achou o Comida di Buteco e vai se dar bem.

E foi outra surpresa muito agradável conhecer o que funciona na Rua Tomé de Souza 26, Funcionários, 3221-3552 e saber que foi o Comida que achou o Pity. Para chegar lá basta subir a Afonso Pena e virar à direita para pegar a Contorno; antes de pegar a Contorno está o início da Tomé de Souza e no meio do primeiro quarteirão, do lado direito, está o Pity, escondidinho, escondidinho.

E sentado em uma mesa na larga calçada, que ora é plana e ora é inclinada (eu não estava bêbado não: é que tem, realmente, partes planas e partes inclinadas) você jamais vai imaginar que está tão próximo deste cruzamento, tal é o sossego e o silêncio do local.

Enquanto aguardava o Marcos, o garçom me explicou que o bar já funciona há mais de 36 anos no local (e eu nunca tinha passado nem na porta) e o dono herdou este nome de uma mercearia que funcionava anteriormente no local. O toldo sobre a calçada me impedia de ver o que funciona em cima do bar e me esqueci de observar quando fui embora, ou seja, estou aqui sem entender o que este bar está fazendo até hoje naquele local.

E lá estava a classe média meio baixa, que não tem dinheiro para ir a restaurantes e tem vergonha de ir a butecos, desfrutando de lugar tão agradável, sob o guarda-chuva da primeira participação no Comida di Buteco, emoldurada pela decoração dos indefectíveis freezeres e engradados de cerveja empilhados contra as paredes.

O joelho de moço (joelho de porco servido com lingüiça defumada, bacon, taioba refogada e pimenta biquinho), a R$17,00, não foi suficiente e tivemos que experimentar a língua ao vinho (mesmo preço) que fizeram companhia às Brahmas Extras que insistiam em abrir, toda vez que a anterior esvaziava.

Quem quiser pode me convidar que volto lá para experimentar a rabada com batata, a lingüiça acebolada, o fígado acebolado com jiló ou a carne de panela com batatas. O cardápio é pequeno, apenas 8 itens; fritas, quibes e bolinho de bacalhau completam os poucos pratos do cardápio, demonstrando a confiança dos proprietários no taco deles.

E quando voltar lá, quero ir num final de tarde e me sentar às mesas colocadas na pracinha em frente, na refrescante sombra de árvores. Deixarei esta ocasião para quando não estiver soprando aquele vento encanado que passa por lá, esfriando muito rapidamente os petiscos nas mesas.

Tão rapidamente que, apesar de não estarmos na pracinha, tivemos que comer um joelho meio morno e devolver a língua, para uma nova esquentada. E acabei me esquecendo de sugerir aos donos a utilização de recipientes de pedra para contornar este problema.

– Valeu Pity! – deve ter isto que disse, descendo a rua em direção ao carro, quando fui embora.