Arquivo do dia: 24/05/2009

23 de Maio – Café da Travessa Livraria

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Sábado é dia para acordar tarde e tomar café com calma. Sábado pela manhã é  momento de descer a Leopoldina em direção à Savassi, a pé, de bermuda e chinelos, faça frio ou calor, para resolver pequenas pendências, como trocar o pino da pulseira do relógio, comprar meias ou revistas, fone de ouvido para o celular, essas coisinhas. E estico a caminhada passando, às vezes, lá pelos lados do Mercado Central para comprar sacos de plástico para minhas mudas ou no Shopping Tupinambás para comprar as bugigangas eletrônicas.

Mas a caminhada sempre termina na Savassi, sendo obrigatória a passagem pela Livraria Status e pelo Café da Travessa Livraria. E é momento para encontrar e conversar com velhos conhecidos, como se eu fosse um belo-horizonte.

Sempre fui apaixonado pela solução que os proprietários do Café da Travessa encontraram, colocando mesas no quarteirão fechado da Rua Pernambuco, em frente à Livraria que ocupa o número 1286, em pleno coração da Savassi, ampliando o serviço de café que era restrito ao interior da loja. A sombra das árvores e o som ao vivo de uma MPB ou Jazz atraem pessoas nas primeiras horas da manhã para um café e, já por volta do meio dia, as mesas estão todas ocupadas por casais, grupos de homens ou grupos de mulheres, todos com idade superior a cinqüenta anos.

É possível encontrar pessoas conhecidas do meio artístico e lá, hoje, estavam o Affonso Romano de Sant´Anna saindo da livraria com a sacolinha plástica cheia de livros que acabara de comprar ou o diretor de teatro Pedro Paulo Cava, sentado tomando um chopp.

Pela manhã uma boa opção são os cafés da manhã e à tarde os chás da tarde, sempre acompanhados de pães de queijo recheados, wraps (sanduíches enrolados no pão folha), bolos tortas, trufas e strudel. Um lugar que está se tornando uma atração turística com sua exposição de artistas plásticos nos sábados e os shows e palestras no Mezanino que funciona no andar superior do Café.

Sempre que passo por lá, penso: – Ainda vou blogar este lugar; hoje não porque estou sozinho. – Mas o Lucas veio correndo e me alcançou antes que eu atravessasse o sinal da Getúlio Vargas e me convidou para sentar à mesa com ele e Henrique para um chopp e um joelho de porco. Convite irrecusável. Logo chegaram a Cristina e a Letícia Bernardino, por acaso. Danilo, Lea e Nau, por convite. Rafael Daconti, esperando pelo genro, não quis sentar.

F ficamos todos lá, esquentando sol, escutando música, tomando chopp, até chegar a hora de irmos pra casa almoçar, num lugar em que o terno do Danilo e a minha bermuda são compatíveis, num lugar em que o erudito aproxima-se do popular; a televisão de cachorro com joelhos de porco rodando, fica instalada ao lado do grupo que toca jazz.

agosto/10 – Quando voltei à livraria constatei que agora todo o espaço é dedicado ao bar. Livros, só na lembrança.