Arquivo do dia: 27/06/2009

26 de Julho – Bar e Restaurante Garagem

garagem[1]reduzida     

     Freqüento o Bar e Restaurante Garagem apenas às sextas-feiras quando é servida a feijoada. Ir a um restaurante nos bairros em volta, às sextas-feiras, é como uma tradição para quem trabalha por aqui; come-se durante toda a semana um almoço cheio de folhas, em quantidade reduzida, sobremesa de fruta, etc. e na sexta-feira, como para abreviar a duração deste dia, vamos ao restaurante para o necessário exagero, que virá com o fim de semana. Conheço uns viciados em boa comida que vão lá todos os dias.

         Ele tem este nome (na realidade é o nome que dão a ele) porque funciona na garagem da residência do casal Antonio e Preta (ele no bar e no caixa e ela no fogão), que fica na Rua Caetano Pirri 82, Bairro Milionários. Entra-se pelo bar, passa-se por trás do balcão e chega-se ao quintal da casa, na garagem, onde se pode escolher uma das 10 mesas.

         Aconselha-se, nas sextas-feiras, ir um pouco antes do meio dia para não ter que enfrentar fila de espera. A fila existe, apesar das pessoas não ficarem mais que vinte minutos no restaurante. O esquema (para que consigamos respeitar o horário de almoço que é de apenas uma hora) é o seguinte: um dos fregueses vai para uma das mesas que estiver vazia, reservando-a, enquanto os outros se dirigem à cozinha e se servem diretamente nas panelas que ficam sobre o fogão.

         Você tem que escolher o que comer antes ou junto com a feijoada; digo assim porque não dá pra comer tudo. À sua disposição, em uma mesa na mesma pequena cozinha, você encontrará arroz, farofa, cebola picada, salsinha, vinagrete, batata com cenoura, couve, vinagrete, bife (que você apanha na frigideira), alface, salada de macarrão, laranja e mamão. Tudo isto, sem balança, sem limite, free; chego a ficar com inveja com o tanto que determinados fregueses comem.

          Na acanhada cozinha não cabem mais que quatro fregueses que se movimentam com cuidado entre o fogão e a mesa, enquanto uma filinha aguarda na porta.

          A feijoada mais honesta de BH (ah!, vamos deixar a modéstia de lado: a melhor feijoada de BH), me permitiu até fazer a gracinha e pagar a conta toda (R$32,70): cinco feijoadas a R$6,00 mais uma coca (R$1,50) e uma água (R$1,20). Sem 10% e troco de R$0,30.

          Na saída, após pagamento da conta, o Antonio oferece um doce de banana, desses industrializados que ele vende no bar, enrolados no plástico.