Arquivo do dia: 02/07/2009

01 de Julho – Bar e Restaurante Nova Suiça

barnovasuica[1]

Se a foto não é a foto clássica sentado à mesa e se o bar é na Nova Suíça, vocês já devem ter imaginado quem estava comigo; acertou quem pensou que era o Daniel. Hoje eu era convidado dele e fui conhecer o bar que fica mais próximo da casa dele, na Avenida Amazonas com Rua Junquilhos, de onde ele e o Rone catam os personagens para levarem para casa.

Se quiserem conhecer o local não procurem nenhum bar nesta região com este nome porque a única coisa que o identifica é uma placa escrito “4444 loja 9”. Ele fica estrategicamente localizado em frente a um ponto de ônibus e atende à freguesia que está aguardando ônibus.

Funciona das 9 da manhã até às 3 da manhã do dia seguinte; não sei pra que tanto tempo, pois as duas igrejas evangélicas que funcionam próximo ao bar, cujos fiéis são fiéis também ao bar, não estão funcionando depois das 22 horas. Ficamos pensando que deve ser o antigo espírito de buteco, que permanece aberto enquanto existir um bêbado solitário que insiste em não voltar pra casa.

Quando o ônibus pára em frente, no período da noite, dá tempo do trocador descer, rapidinho, e comprar espetinhos de frango para ele e pro motorista. Ou até mesmo comprar uns DVDs piratas. O trocador não quis, mas o Dani não perdoou, comprou três filmes

Além de um espetinho, desses, de frango, comemos torresmos, lingüiça, costela de boi e tropeiro, ou seja, quase de tudo que estava disponível, tudo meio morno, no mostruário do balcão.

Bebemos duas Skol, mas podíamos ter pedido Selvagem, Presidente, Ferreira, Bacardi ou Domecq; estavam todas expostas na prateleira atrás do balcão. Não pedi porque nenhuma delas piscou pra mim.

Com exceção do tropeiro que custa R$3,00, o resto custa R$1,00 ou R$1,50 e a conta toda foi R$16,00, contando com os dois Sonhos de Valsa de sobremesa.

Depois de conversarmos um pouco sobre o tamanho do universo, a sensibilidade da gota dágua e das plantas, a mediunidade latente em nós todos e outras questões metafísicas (filosofia de buteco pura), passei na casa do Dani para ler a reportagem sobre o cara que vai lançar o livro “Na pior em BH”, um guia do pé-sujo, onde ele traça um roteiro para ser feito a pé, com apenas R$50,00 no bolso, no centrão da cidade.

E tome Guaicurus, casas de strip-tease e cinemas pornôs, bares mal-afamados e lugares empoeirados e bolorentos; veja o blog http://napiorembh.blogspot.com e boa noite.