Arquivo do dia: 12/07/2009

12 de Julho – Graciliano

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– As festas não podem parar!

Foi o que estava escrito, como assunto, no e-mail, no qual Vilminha nos convidava para comemorarmos o aniversário dela, o quadragésimo nono, com todas as peças originais como o Humberto sempre gosta de lembrar, no Graciliano, hoje, das 9:30 às 11:00 horas.

E, pontualmente, estávamos lá, todos os Borges e mais alguns amigos, para um agradável café da manhã (restaurador para os que se excederam ontem), porque este tipo de convocação não se recusa. Comi e bebi tudo a que tinha direito: café, água, sucos, frutas, ovos mexidos, pão e biscoito de queijo, tortas salgadas (palmito, alho, poró, aspargos), brownie, financier, trufas, pães, manteiga e geléia e bolos de vários tipos.

A festa foi no Graciliano da Avenida Luiz Paulo Franco, 721, Belvedere (3286-8505) – funciona ainda em dois outros endereços: Rua Marília de Dirceu e Pátio Savassi – que é uma mistura de padaria, delikatessen e restaurante. A partir do meio dia, desmontam a mesa de café e se preparam para o almoço com bufê com pratos quentes, saladas, pizzas, suflês, pratos da culinária japonesa e uma mesa de antepastos.

Estava louco por um café quando cheguei às nove e meia e, quando fui embora, ao meio dia, a boca já pedia uma cerveja, mas o estômago avisou que não tinha mais espaço.

Hoje, só amanhã!

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11 de Julho – Bar da Lora

 

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Quisera ser um escritor de talento para escrever sobre o Mercado Central, seus bares e sua tradição, a altura de sua importância cultural para BH, mas não sou. Então vou utilizar a outra alternativa (quem sabe cria, quem não sabe copia – ou cita) para falar deste lugar.

Procurei na minha estante e não encontrei o livro sobre o Mercado Central que Humberto me deu (esta mania minha de emprestar livros às vezes dá errado) onde o autor lembra que o Marcado Central era descoberto e o dia que o cobriram virou um templo. Nunca encontrei frase que exprimisse melhor a importância deste lugar para os que vivem nesta cidade.

Esperava encontrar com o Nau e a Juliana, mas foi sozinho que encarei, no Bar da Lora, pela entrada da Rua Santa Catarina, o Mercadão da Lora ao Molho dos Bohemios, composto de fígado com jiló, lingüiça com couve, pernil em conserva, batata e cebola pequenas, pimenta biquinho e ovo de codorna, prato preparado na chapa (cozinha do bar), a R$17,90, que conquistou honroso quinto lugar na Comida do Buteco.

 O prato é, na verdade, um resumo, para não dizer um amontoado, de tudo que existe no bar, restando apenas o molho feito com azeite balsâmico e cerveja Bhoemia, para deixar de ser verdade o que acabei de afirmar. O molho me entreteve durante toda a jornada e fiquei tentando entendê-lo toda vez que o provava, até que o prato acabou e não consegui decifrá-lo.

Vou precisar da opinião de vocês para formar a minha opinião. Conheçam o molho e enviem opiniões. Uma opinião eu firmei, a de que o quinto lugar foi mais bela tradição que pelo prato.

A garçonete fica em um tablado, de onde ela alicia os novos fregueses, serve-os a todos e de onde controla os fujões, que podem se misturar às pessoas que estão no mercado para sair de fininho.

O horário de funcionamento do bar é diferente de todos os outros bares da cidade; funciona das sete da manhã até as 18 horas, que é o horário do Mercado. Se perde o cliente da noite, ganha o tradicional cliente que sai das festas de formatura ou casamento, bêbados e de ternos (tira o olho do meu prato, cara!), para, de pé no balcão, manter uma das tradições das festas.

Somos solicitados a nos apertar no balcão para dar lugar a mais um cliente que chegar e é inevitável oferecer e receber a oferta de compartilhar das bebidas e comidas, raramente aceita de parte a parte.

 Também inevitável é não entabular conservas com os vizinhos de balcão e sempre, especialmente hoje, o assunto é o jogo Cruzeiro x Atlético, de amanhã. Os atleticanos, meus vizinhos de balcão, resumiram na mais clássica filosofia de buteco de mercado, a rivalidade entre esses dois times e me desejaram um bom jogo, mas um mau resultado, dizendo:

– É preferível você tomar no seu que eu tomar no meu.