Arquivo do dia: 20/07/2009

19 de julho – Maria das Tranças

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Fazia mais de vinte anos que eu tinha comido um Frango ao Molho Pardo e mais de trinta anos que eu tinha ido ao Maria das Tranças, na Rua Estoril 938, bairro São Francisco, 3441-3708. Isto foi há muito tempo, mas muito tempo faz mesmo é que ele funciona neste endereço, desde 1962, e mais tempo faz ainda é que foi inaugurado, agosto de 1950, com o nome de Bolero.

         Tem, portanto, 59 anos de idade; alguém conhece restaurante mais antigo? O outro Maria das Tranças, da Professor Morais 158 (3261-4802), é bem mais novo.

         Tem a sua própria produção e abate de frangos que funciona ao lado, mas, infelizmente não pude visitar, pois não funciona aos domingos.

         A especialidade da casa é o frango, servido de cindo formas: Frango ao Molho Pardo – estrela principal – Frango Ensopado com Quiabo, Frango Ensopado no Fubá de Moinho D´água, Frango Frito acebolado com Farofa e Parpadelle ao Molho Pardo. Os petiscos mais consumidos são  o Angu Frito, Maria Pimenta, Sol Picante e Pele de Frango frita.

         Classicamente, pedimos uma porção de Angu Fatiado (R$7,80) que chegou quentinha à mesa e estava macia e bem saborosa. Junto também chegou uma porção de Pele de Frango Frita (R$6,10), bem frita, crocante, que fizeram um belo par com as 5 Bohemias.

Como prato principal, mantendo o estilo clássico, pedimos um Frango Completo para duas pessoas (R$49,10), éramos quatro, contrariando a opinião do garçom que sugeria para três pessoas. A diferença fica por conta dos acompanhamentos (arroz, quiabo e angu) já que, em qualquer versão, vem um frango inteiro na panela.

Apesar da excelente qualidade do prato principal, sobrou acompanhamento e frango, indicando que erramos na quantidade, já que saímos empanzinados. Deve ser uma situação tão comum que existe a prática da oferta para se levar o que não foi consumido. Agradecemos, pois, mesmo que não pensássemos em esperar outros vinte anos para comer um novo Frango ao Molho Pardo, não estávamos interessados em almoçar o mesmo prato amanhã.

A cascata na porta de entrada, dá o tom do que se vai encontrar internamente. Janelas muito pequenas, um mini-parque de diversão dentro do salão, teto muito baixo com telhas de zinco, muitas fotografias de personalidades que freqüentaram o local antigamente (muito JK) dão um gosto duvidoso à arquitetura e decoração do ambiente. Ficamos com a sensação que o sistema de ar condicionado não dá conta de aliviar a temperatura no verão.

Mas saímos todos com a sensação de dever cumprido e a esperança de repetir a dose em outros domingos, em outros sabores. A Meg, excelente companhia, está convidada.

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