31 de julho – Pelicano Chopp

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Decidi não me sentar em uma das mesas que ficam de frente para a calçada e fui direto para um dos banquinhos do largo balcão coberto por uma chapa de aço inoxidável, e comandei um chopp, de cara; afinal de contas eu estava no tradicionalíssimo point da boemia de BH, no Pelicano Chopp, que fica na Avenida Augusto de Lima 245 (3224-42929), no Maletta,  E o relógio marcava 19 horas de uma sexta-feira.

Trata-se de um dos pontos mais tradicionais de happy-hour em BH e está aberto desde 1962 (é a segunda chopperia mais antiga de BH), mantendo o mesmo estilo e charme desde a inauguração, apesar de ter trocado de dono há uns três anos.

As suas paredes e piso revestidos de madeira, as fotografias em preto e branco de cantores brasileiros e italianos cobrindo as paredes, o vidro transparente que isola o ambiente interno do burburinho da avenida, a pouca iluminação, a escada que conduz ao mezanino para encontro mais reservados me levaram para a antiga Belo Horizonte que procurava ser moderna, imitando o estilo das clássicas chopperias cariocas.

Demorei um chopp para decidir o que comer, arrependido por estar sozinho e sem fome, na dúvida entre os sanduíches, omeletes, panquecas, massas, filés e peixes, pratos estes que não custavam mais que R$20,00. Optei por uma porção de moela ao molho madeira e pelo tempo que demorou a chegar, imaginei a qualidade que teria.

Eu confesso que fiz força para gostar, mas o tempo que ela demorou para chegar alimentou a exigência de minha expectativa. Faltava maciez e os dentes tiveram que mascar um pouco; o molho estava muito forte, grosso, denso, com jeito de que já tinha ido ao fogo várias vezes. Mas não sobrou pão ou moela para contar história, apenas grande parte do molho.

Foi, realmente, uma pena estar sozinho, pois a lista de petiscos, se não oferecia nenhuma novidade, não deixava faltar nada. Era uma lista clássica que combinava muito bem com o estilo europeu do ambiente, com a gravata borboleta dos garçons e com a idade dos fregueses. O nome e a descrição dos pratos de filés e peixes atiçam a nossa fome.

Se não estava lotado, estava cheio a ponto de não deixá-lo triste, pois este é o maior risco que se corre quando se permanece muito tempo lá.

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Uma resposta para “31 de julho – Pelicano Chopp

  1. Putz… dezenove horas de sexta eu estava exatamente no ponto de ônibus da Augusto de Lima (Imprensa Oficial) esperando ônibus para ir embora pra casa…

    Que tal começar a botar no blog a “agenda da semana”?

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