Arquivo do dia: 15/08/2009

15 de agosto – Bar e Restaurante Varandão

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Sábado, feriado em BH, empregada de folga, friozinho de fim de inverno, não existe dia mais adequado para uma feijoada.

Reunimos a trupe e subimos até ao vigésimo quinto andar do Othon Palace Hotel, na Afonso Pena 1050 (2126-0000), esquina com Bahia, escolhemos uma mesa ao lado das janelas de vidro que formam o varandão e ficamos a admirar a paisagem de BH, vista de cima: Parque Municipal, Estação Ferroviária, Serraria Souza Pinto, Afonso Pena, linha do trem serpenteando a cidade ao lado do Arrudas, hospitais, … Vista imperdível.

Por R$33,00 come-se uma feijoada, no esquema self-service, com direito a sobremesa e caipirinha. Cafés e bebidas são cobrados em separado. A caipirinha era feita com um cachaça de última categoria e tinha mais de um quilo de açúcar.

Os pertences da feijoada (rabinho, língua, pezinho, costela suína, paio, orelha, lombo, etc.) são servidos separadamente e ficamos no tira-gosto de costelinha, língua, pão-de-queijo, torresmos, mandioca frita, etc., até que nos servimos da feijoada propriamente dita.

Feijoada é aquele negócio: quando é ruim, dá para explicar pela ausência de pertences de qualidade ou são muitos poucos e não era o caso desta. Mas quando é boa é simplesmente boa, como é a do Varandão.

O bufê de sobremesa oferece (vamos ver se consigo me lembrar de tudo) doce de leite, quindim, pudim de leite condensado, figo em calda, goiabada com queijo, mingau de milho verde, manjar de coco, torta de chocolate; aquele esquema de hotel.

O local comporta 150 pessoas, mas aconselho reservarem mesa antes de irem, pois pode ser que não encontrem lugares vazios. Vilminha disse que a paisagem noturna também é muito bonita; entendo que chegar lá às 17 horas para um happy hour e ir embora às 20 horas (ou dormir no hotel, depende do seu esquema) deve ser perfeito.

14 de agosto – Me Gusta

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Clarice,

você sabe como é complicado criar expectativas e depois ter que enfrentar a realidade. Eu tinha criado uma expectativa muito grande em relação a este local, muito antes de você tê-lo sugerido. O próprio nome, Me Gusta, é um prejulgamento do que se vai achar. Convidei um casal de especialistas e fomos lá fazer uma avaliação bem técnica para atender ao seu pedido.

A primeira pergunta é sobre a natureza do local, ou seja, é um restaurante ou um bar? Entendo que seja um local em busca de identidade ou um local com múltiplo uso. Com mesas na calçada atende às pessoas que caminham na Lagoa Seca com coco, água ou café da manhã, oferecendo um cardápio específico onde cada um monta seu próprio café da manhã, reforçado com a opção de 34 tipos de sucos.

É também, e principalmente, um restaurante com suas seis entradas, cinco saladas, seis sobremesas e nove pratos principais. Outras tantas opções estão anotadas, a giz, em quadros afixados na parede, todas servidas em pratos individuais com preços variando entre R$16,00 e R$45,00.  Os mais de trinta tipos de vinhos de variada nacionalidade reforça esta identidade, dando-lhe ainda um caráter de restaurante chique.

O espaço, apesar de ser um largo corredor, é muito bem aproveitado com uma decoração do tipo, como se diz em moda, chique casual. O atendimento é bom com um pessoal disposto, solícitamente, a informar.

Tinha lido na mídia que, para aquecer as noites de inverno, estavam promovendo, em todos os dias da semana, um rodízio de caldos a partir das 18 horas, aquecidos em charmosos fogareiros japoneses. Frustei-me quando soube que o inverno já tinha acabado para eles.

O frio, aliás, é um problema para o local, já que não contam com sistema de aquecimento e vêem a clientela desaparecer nesta estação. Inaugurado no verão deste ano teve seu boom pela novidade e pela temperatura, viu a clientela desaparecer pela falta destes motivos e agora vai encontrando sua normalidade.

Mas um bar, definitivamente não é, apesar das três garrafas de cachaça expostas no bar para serem utilizadas na confecção de coquetéis. A palavra “cerveja” é encontrada apenas uma vez no cardápio, a R$3,50, e o garçom indica que são long necks da marca Summer, Bavária Premium e Heineken. Também não servem petiscos.

Vilminha e Cristina optaram pelo Mexidão Light (filet, arroz branco, banana, feijão vermelho, cubos de bacon desidratado, ovo pochê e couve crocrante), R$18,00, e foram de opinião o Bolão continua sendo o rei do Mexidão, pois este prato – como a feijoada – não podem ser light; é vai ou racha. Também, quem manda elas terem síndrome de pobre?

O Humberto aprovou o St. Pierre Grelhado com Purê de Manjericão e Molho de Limão. Isto é só o nome porque a ficha técnica é tilápia grelhada com purê cremoso de manjericão, noisette de legumes e molho de limão e desembolsou R$24,00. Eu ordenei um Talharim Me Gusta e, devido à temperatura ambiente muito baixa, tive que termina-lo fora da temperatura ideal.

Fechamos com o recomendado Bolo da Vovó (R$8,00), uma sobremesa que é bolo de cenoura com cobertura de brigadeiro e sorvete, um petit gateau mineiro.

É isso aí, Clarice, espero ter atendido às suas expectativas e pode mandar mais serviço. “Um beijo na família, na Cecília e nas crianças. O Francis aproveita pra também mandar lembranças a todo pessoal”. Até mais.