13 de setembro – Alguidares

baiano

Enquanto aguardávamos a liberação da mesa na interna (duração máxima prevista de 50 min) e a chegada do Dani, sentamos-nos na mesa externa, embaixo de um guarda-sol que apenas disfarçava o calor, e resolvemos arriscar o significado da palavra “alguidar”. Meg achou que era o nome de um tipo de pessoa, Deco achou que era o nome de um prato e eu arrisquei ser o nome de um recipiente, uma bolsa.

E agora sei que é sinônimo de “ababá” e é o nome de um vaso de barro ou metal, baixo, com diversos usos domésticos. O nome do restaurante é no plural já que os pratos são servidos em dois alguidares, um no qual vem a comida e outro para suportar o primeiro que está sempre muito quente. Isto já é uma forma de avisar que os pratos servidos não têm quantidade de panelas e sim de alguidares.

Para agüentar o calor pedimos cervejas, águas e sucos.  O que era, para mim e pro Deco, uma tremenda desculpa, pois aprendi que quem quer matar a sede pede água e quem quer se embebedar não pede cerveja, pois é muito fraca. Quando alguém pede uma cerveja está atendendo a um desejo do cérebro em forma de sussurro que, aos poucos, vai aumentando o volume e criando uma reverberação suave para todo o sistema nervoso, de início uma massagem prazerosa, depois obstinada. Aí você está nas mãos de uma autoridade superior que não admite argumentos, é um desejo, o trem não pode sair dos trilhos. Há quem, menos poeticamente, chame isto de vício.

O restaurante tem convênio com a Backer e a serve, em garrafas long neck, a R$6,50 ou as outras marcas comuns a R$4,50, no mesmo formato. Atendendo à tal autoridade superior, pedimos, de cara, duas de trigo e devolvemos uma delas que estava com a cor alterada e com sedimento anormal. Provamos também da Pale Ale (ruiva e encorpada), a Brown (notas de café e forte (exagerado) sabor e aroma de chocolate) e a Pilsen (loura, refrescante e suave), principalmente.

O local tem uma arquitetura e uma decoração muito simples que não faz imaginar quem passa na rua, tratar-se de uma restaurante de alta qualidade e preço, atraindo os menos desavisados. O Deco lembrou que já tinha entrado lá e saído quando abriu os cardápios e viu os preços. Concluímos tratar-se de uma boa estratégia.

Como entrada, uma porção de acarajé, servido com os ingredientes separados; esta entrada e a visita que fiz à mesa do Bené e Denise Bernardino deixaram claro que o dia seria só de elogios. O bobó e a moqueca vieram fumegantes e estavam deliciosos. É só isso mesmo, simplesmente, perfeitos. Para nosso hábito de mineiro faltou arroz, já que apenas uma pequena tigela acompanha estes dois pratos.

 Os garçons e as garçonetes vestidos a caráter e a alegria simples da empresária e chef Deusa Prado a nos receber são ingredientes que garantem o funcionamento deste restaurante tipicamente baiano a 13 anos em BH, na Rua Pium-I, 1.037, no Anchieta (3221-8877).

Não posso informar o preço dos pratos, pois Cristina preferiu pagar a conta justamente no dia em que comemorávamos seu aniversário.

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7 Respostas para “13 de setembro – Alguidares

  1. O Deco me contou que tinha se deliciado com uma quantidade absurda de comida bahiana no domingo, mas nao tinha dito que era no Alguidares.

    Este foi o local onde eu comi a melhor comida bahiana da minha vida! Claro que, nestas oportunidades, estava acompanhado dos meus pais ou do cartão de crédito dos mesmos. hehhe

    Abraços

  2. Mas justo no dia em que a Musa se revela, vocês não convidam a gente?
    Afinal, e a diretoria? Tudo bem que aniversário pede privacidade, mas deixar a gente de fora não teve graça.
    Depois o blogueiro fala do Sr.Meu Marido, rsrsrs.

    MUSA, PROTESTO!

  3. Em um blog de primeira euzinha aqui é que não ia fazer feio… (ainda mais com o sogrão)… então, após grande briga com a tecnologia, consegui arrancar a foto do meu celular! Deliciem-se e vejam o tal do alguidar!

  4. Ah, esqueci de falar. A foto está no e-mail do André! Cobrem dele…. hehehehe

  5. Postada!

    E eu não conheço Augusto Borges?

  6. Marcelino Lopes de Assis

    Augusto, vi vc hoje nas Trilhas do Sabor com o meu xará Marcellini, Lembra-se de min? sou o Marcelino, projetista, trabalhei com vc na V&M no projeto da VSB, pela EPC. Ainda existe o bloco “mama na vaca”? o carnaval está aí. Um abraço,
    Marcelino

  7. augustonobuteco

    Marcelino,
    me lembro de você muito bem, duas mesas á frente da minha.
    O Mamanavaca saiu no dia 2/2 e foi mais uma vez grande sucesso, como foi de resto um sucesso o carnaval de rua de BH.
    Um abraço,
    Augusto

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