30 de outubro – Pastelaria Marília de Dirceu

 

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“Chum Chim Chum era um china danado / Chum Chim Chum era um homem gozado / Se via mulher na pastelaria / Chum Chim Chum a vida esquecia”. Ele oferecia “paster de parmito” para elas, mas como elas não aceitavam as suas cantadas, ele voltava a vender seus pastéis de vento. Esta música do Adoniram Barbosa é coisa do passado. Os chineses se cansaram deste “negócio da China”  – pastelaria no centro – e foram vender muambas falsificadas em shoppings populares.

As pastelarias, além de continuarem a ser um bom negócio no centro e periferias (quem nunca comeu um pastel na Galeria Ouvidor com caldo de cana que atire a primeira pedra) transformou-se num grande negócio também nos bairros nobres. A edição da Veja deste ano, indica dez endereços, sendo 7 na Zona Sul e Shopping, 3 no centro e 1 na Floresta.

E cada um acha que faz o melhor pastel da cidade, chegando muitos a ostentarem este título. Os jurados da Veja, entretanto, nos últimos dez anos consecutivos entenderam que é Pastelaria Marília de Dirceu (Rua Marília de Dirceu, 70 – Lourdes).

Tudo muito elegante, você é chamado pelo número após pagamento no caixa, sem necessidade do tradicional acotovelamento no balcão de pedidos. Aceitei a sugestão da revista e encomendei o Napolitano, Goiabada com catupiry e Espinafre com provolone com leve crosta de parmesão.

Fui comê-los em um balcão com bancos altos encostado na parede, dispensando as mesas internas e as da calçada voltadas para a praça. Conclui que pizza e pastel, mesmos bons não podem ser doces e que os salgados combinam muito bem com café. Valeu a pena experimentar o de espinafre, mas o Napolitano é imbatível.

O preço é honesto (R$1,00 para os pastéis comuns) e são vendidos refrigerantes de dois litros ou meio litro para grupos maiores, bem ao estilo beira de estrada.

Esta história começou a 17 anos atrás no jardim da casa e hoje a casa um amplo salão em dois pisos, freqüentado por pessoas de todas as idades até 20:30 horas.

E me junto à opinião dos jurados da Veja, eu que normalmente não concordo com quase nada que a edição semanal deste semanário publica.

 

 

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