12/02/10 – Dalva Botequim Musical

Enquanto se discute em Beagá um novo Código de Postura (quantidade e localização de outdors, distância entre as mesas dos bares que ficam nas calçadas, etc), a diretoria do Mamá, para fazer sua reunião de encerramento de atividades – e beber o lucro – escolhe o Dalva Botequim Musical, encravado no quarteirão fechado da Rua Ceará com Afonso Pena, na Praça ABC, ou seja, num dos locais mais adequados para se colocar mesa nas calçadas e tocar música; lá os espaços são largos e existe pouca quantidade de prédios residenciais.

Tem música ao vivo todos os dias – couvert artístico de R$5,00 – que serve apenas para fazer fundo nessas noites quentes de verão, já que as mesas internas – melhor local para se ouvir a música – ficam desocupadas enquanto as mesas externas vão se espalhando até onde tiver fregueses. Ou seja, nestas ocasiões o que se paga de couvert artístico é mais pelo uso do espaço que pela música.

Localizado desde 2004 em um prédio antigo que ostenta na fachada a data de sua construção – 1912 – e que já funcionou como armazém e farmácia na década de 50 este bar homenageia a Dalva de Oliveira, agora já mais conhecida do público jovem depois da mini-série da Globo.

Hoje era dia de chorinho e os músicos ocupavam cadeiras em volta de um banquinho com cervejas, na entrada do bar, de forma a poder ser ouvido por quem está fora e por quem está dentro, em um estilo que indica estarem mais preocupados em tocar para eles mesmos que para dar um show, parando para conversar entre si e com amigos, entre uma música e outra.

Os tira-gostos ficam no mesmo nível da qualidade musical e estética do local. Carne de sol com batata frita e pastel de jiló com lingüiça deram o apoio para as muitas garrafas de Skol que foram abertas.

O Dalva tem a aprovação e o apoio deste blog e do Mamá por se constituir em um local que ocupa espaços públicos com boa música e com seriedade para o lazer da população.

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4 Respostas para “12/02/10 – Dalva Botequim Musical

  1. Eugenio Raggi

    Augusto,

    Sou um grande admirador do seu trabalho.

    Gosto muito de buteco e, por conseguinte, de butequeiros, como vc.

    Mas, seu desamor pelo samba e pelo choro, já manifestado anteriormente ao comentar o trabalho de um dos maiores músicos desse país – Moacyr Luz – me decepcionou bastante.

    Agora, me sinto no desconforto de dizer que vc não entende o que seja o choro – provavelmente a mais bela das manifestações artísticas mundias em todos os tempos. A informalidade é sua marca, seu charme. É como se criticasse as cores alaranjadas de um Van Gigh.

    Mas, bem..Gosto é gosto.

    Se de música a gente não se entende, de buteco um pouco.

    Pois, quem consegue gostar de Skol – a pior de todas as cervejas comerciais do Brasil – pouco entende também de cerveja, mas vá lá…Como já disse…Gosto é gosto.

    Forte abraço,

    Eugenio

  2. augustonobuteco

    Eugenio
    Não poderia começar esta resposta de outra forma que não fosse lhe agradecendo pelos seus elogios ao meu trabalho – na realidade é um hobby ou uma diversão – e pelo seu comentário.
    Em seguida devo dizer que concordo com o que você diz em dois pontos do seu texto e discordo em outros dois.
    A minha concordancia é nas duas ocasiões em que você diz que gosto é gosto, demonstrando a sua flexibilidade para quem tem preferencias musicais ou etílicas diferentes das suas.
    A discordancia é quando você afirma que tenho desamor pelo samba e pelo choro e quando sugere eventual admiração minha pela Skol.
    Reli o texto que escrevi sobre o show do Moacyr Luz e não encontrei nenhuma indicação onde você pudesse se apoiar para fazer tal afirmativa. Teria sido quando eu disse que a voz de um cantor não sai e o outro é rouco? E posso lhe garantir para não restar nenhuma dúvida entre nós e entre quem possa vir a nos ler: sou um admirador do choro, do samba,da bossa-nova, da jovem guarda, do samba canção, das modinhas de carnaval, do bolero; de tudo. Estou ainda fazendo esforço para gostar de sertanejo moderno e sambas-enredo.
    Com relação ao segundo item – admiração pela Skol – devo admitir que a um ano atrás bebia qualquer cerveja que colocassem na minha frente e atualmente – na medida do pessível – não bebo as tais cervejas comerciais brasileiras.
    Um abraço,
    Augusto

  3. Amigo, com um bom gosto destes voce que azedar tudo com essas musicas pobres sertanejas, credo que nojo.Musicas regionais sim como um Renato Teixaira, um Amir Sater uma Banda de Pau e corda, um Quinteto violado um Pereira da Viola e outros com semelhante qualidades, agora essa talzinha de Paula Fernandes (que mais brega que ela nem Fernando Mendes que cantava a tal menina na cadeira de rodas e mais esse monte de duplinhas sertaneja com musicas de gosto facil a nao amigo nao queira gostar disso nao pois e o mesmo que uma pessoa que ja foi muito rico e depois de um tempo ficou pobre sem nada na vida.Tchau

  4. augustonobuteco

    Elio,
    peço desculpas a você, mas não sei do que você está falando. Onde você leu esse negócio de músicas sertanejas, de paula fernandes? É sobre alguma coisa que escrevi? Ou é apenas uma opinião que está emitindo?
    Me ajuda aí, cara! Explique-se melhor.
    Um abraço,
    Augusto

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