21/7/10 – Café Kahlúa

Percebi pertencer a mais uma categoria quando recebi um convite, através deste blog, para um encontro de blogueiros no Sindicato dos Jornalistas, localizado na Avenida Álvares Cabral. Como o tal encontro não aconteceu resolvi dar uma espiada no entorno e fiquei abismado com a quantidade bares, restaurantes e lanchonetes no curto quarteirão da Rua Guajajaras entre Álvares Cabral e Espírito Santo; são nove ao todo e olha que o quarteirão nem é um quarteirão longo.

Disseram-me que a região tem muitos bares devido à presença da grande quantidade de jornalistas nesta região. Faz sentido. O café – considerado a antítese do álcool por levar à sobriedade ao invés de causar a embriaguez e o álcool são essenciais para o exercício do jornalismo, ficando o álcool responsável pelo aumento da criatividade e o café responsável pelo desempenho.

Passei na porta de todos e escolhi o Café Kahlúa (3222-5887) no número 416 da Guajajaras. Olhei o extenso cardápio com cafés importados (o mais caro, da Indonésia, custa R$25,00) e optei por um café da Etiópia (R$4,00) que é preparado na nossa frente, quando se pode cheirar os grãos antes de serem moídos. Para acompanhar um muffin de maçã e canela.

Ambiente muito charmoso, público diferenciado, intercalando mesas normais com mesas altas, jornais sobre as mesas, alto astral. O responsável – talvez o dono – pelo café logo se aproximou de mim oferecendo ajuda, pois creio ser necessário para deixar claro para os desavisados que aquele era um ambiente especial e não um mero café de esquina.

Longe de ser um barista expert, estou acostumado apenas com cafés brasileiros especiais, principalmente os vendidos pela marca Verdemar. Mas para não ficar sem dar um palpite, devo dizer que achei o café muito ralo. Prefiro-os quando preparados com mais pó, especialmente naqueles casos em que são bebidos na rua. Em casa no café da manhã opto pelos médios.

E o meu etíope, apesar de bastante saboroso, estava mais pra fraco. O grão deve ser muito caro e para viabilizar a venda utilizam pouca matéria-prima. Foi uma pena.

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2 Respostas para “21/7/10 – Café Kahlúa

  1. Leo Aquino

    Um dos meus lugares preferidos em BH! Por coincidência, hoje tomei café-da-manhã lá. Já provei muitos cafés bons lá e os melhores sempre foram brasileiros. Nada de anormal, visto que moramos no maior produtor mundial do grão! Creio que a presença de um café da Etiópia ou de outros lugares exóticos só se justifica devido à proposta da casa de oferecer grãos selecionados de diversas partes do mundo. Mas nada ainda supera os grãos colombianos ou brasileiros!

    Cardápio enxuto e com preços honestos em relação aos alimentos, contando sanduíches leves e muito gostosos. A grande variedade de bebidas à base do café chama logo a atenção. E realmente o serviço lá sempre foi muito atencioso, com o dono presente no café com grande frequência (quase todas as ve\es em que fui lá ele estava presente).

    Vale uma segunda chance!

  2. “Deixe um comentário” Formato 21.9

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