22/7/10 – Alfândega Bar

Já tinham me contado que toda saudade é forma de velhice e eu estou numa idade, na qual começamos a contar os mortos. Agora é este blog que também se sente velho quando começa a contar os bares mortos e sentir saudades dos que já se foram.

Sabemos que é da natureza dos bares terem vida muito curta, mas sabemos que muitos não morrem de fato, transformam-se. E fazem isto por um saudável espírito de sobrevivência, neste tão competitivo mercado da nossa capital.

Assisti fecharem o “Local” na Rua Viçosa 250 (blogado em 24/01/09) e acompanhei o processo de renascimento do Alfândega Bar no mesmo endereço. Quando passei na porta durante a reforma, entrei para ver como andava a obra e conversei com os pedreiros e marceneiros sobre as mudanças.

Ontem voltei e constatei que mudou tudo. O Baden ao violão, o Tom ao piano e o Gonzaga com sanfona nas fotos da entrada mostram que saiu da categoria de bar ideal para assistir futebol para o bar onde se ouve boa música. O espaço externo está mais protegido, fechado, isolado da rua e toda a decoração é mais requintada.

A programação tem em cada dia da semana um tipo de música (lembro-me que sexta é jazz e sábado é samba) e nas quartas-feiras o espaço é dedicado a outros tipos de intervenções culturais.

Voltei em grande estilo. Pedi a melhor cerveja da casa, uma alemã de trigo, a Edelweiss. E o Tango Portenho: 300 gramas de picanha com molho de chimichurri. A porção era farta para uma pessoa e esfriou mesmo que eu a comesse rapidamente.

Achei o ambiente muito fechado para sugerir aqueles aquecedores que mantêm as porções de carnes quentes. A melhor solução, acredito, é parar de ir sozinho aos bares.

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5 Respostas para “22/7/10 – Alfândega Bar

  1. Uai… Augusto, o Alfândega Bar “confiscou”suas impressões sobre o boteco? Abraços,

  2. augustonobuteco

    Artur,
    não, o texto não tinha sido confiscado. É que estava meio fraquinho e eu buscava alguma inspiração para melhorá-lo.
    Com o seu comentário, vai assim fraquinho mesmo.
    Um abraço,
    Augusto

  3. Adriana - Jornalista Diplomada!

    Augusto, gosto é gosto desde sempre e isso não se discute. Interessante seu blog a respeito dos bares mas são opiniões que certamente não serão aceitas e concordadas por todos. Aliás, o que é bem comum entre os seres pensantes.
    Posso listar alguns bares dos quais visitou que ao meu ver não mereciam tantos elogios ou críticas. Lembrando, claro, que dependendo de quem venha as tais críticas são sempre mais construtivas do que muitos elogios.
    Também frequentei o bar Local e posso dizer que “foi tarde” . Antes bem frequentado mas acredito que cansado o dono abriu mão da qualidade e da modernização o que pode acontecer a qualquer estabelecimento independente do ramo.
    Assim como você já me sentei no Alfândega Bar.
    Realmente um ambiente bem mais refinado. Bom cardápio musical, boas cervejas e excelentes tira gosto…inclusive uma ótima idéia o aquecedor para porções de carne, afinal é uma preocupação em manter a qualidade dos produtos servidos aos cliente. O único desagrado até então percebido por mim e vários frequentadores é a questão da fila para pagamento. Como a casa geralmente está cheia devido ao grande sucesso na noite mineira a fila inevitavelmente se torna extensa. Mas é algo que eu mesma me certifiquei junto aos responsáveis que já foi providenciado mudanças.
    Mas concordo com você em um detalhe. É melhor não ir sozinho ao bares, duas opiniões sempre é melhor que uma .

    abs
    Adriana

  4. augustonobuteco

    Adriana,
    obrigado pelo comentário. Eu costumo dizer, brincando com meus amigos, que meus comentários sobre bares servem mais para aferir o meu estado de humor quando os frequento que a realidade dos mesmos. E não tenho vergonha de dizer isso, porque sei que funciona assim, de forma mais ou menos intensa, com todos nós. Qualquer um, para emitir uma opinião definitiva sobre qualquer coisa, teria que fazer uma avaliação muito mais criteriosa que a que eu faço. A minha visita é muito curta e gosto de me deixar levar pela emoção. Por isso tamanhos erros.
    Se eu fosse um “jornalista diplomado” ou tivesse uma penetração maior na mídia, teria que ser muito mais cuidadoso. Por enquanto é apenas uma viagem. Ás vezes, sem querer, acerto.
    Um abraço,
    Augusto

  5. Pedro Loureiro

    Grande Augusto,

    Precisa voltar mais vezes ao Alfândega bar. É sempre um prazer recebê lo e escutar suas criticas conscientes.

    Até breve.

    Pedro Loureiro

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