17/09/10 – Piacenza

Nonada. Nem o desconforto causado pela questão relativa à reserva de mesas foi capaz de nos incomodar. Quando nos assentamos na mesa próxima à cozinha, o cheiro que vinha de lá teve o mágico poder que desfazer qualquer desconforto.

Estávamos prontos para saborear as criações do chef Américo Piacenza. Como entrada provamos o Carpaccio de Picanha defumada com sorvete de mostarda Dijon (R$22,00) acompanhado dos pães da Pão&Companhia e o Ceviche de Tilápia (R$23,00) servido numa taça para ser comido com os pauzinhos japoneses. Os azeites aromatizados de baunilha, canela e de carvão (sim, de carvão) acrescentavam surpreendentes sabores em cada mastigada.

Escolhi o Tortelli de Cordeiro e os que me acompanhavam escolheram Risoto Brie, Risoto Funghi e Ravioli de Salmão, pratos individuais que custaram entre R$30,00 e R$35,00. Um português e longs necks da Brahma (R$4,00) e Devassa (R$6,00) nos acompanharam. Para ir embora, comemoramos o achado com a excelente escura “1999” da Baden Baden, bebida no balcão. Numa garrafa de 600 ml, suas fragrâncias de caramelo e espuma intensa, teor alcoólico de 6% e amargor pronunciado de uma típica Bitter Ale, justificam seu preço de R$18,00.

O aspecto externo do pequeno restaurante localizado na Rua Amorés, 2422, 2515-6092, Lourdes, perto do Diamond Mall, esconde o que se pode encontrar lá dentro. Atrai todo mundo, propositalmente, e não afugenta ninguém, nem pelos preços, nem com pretensa formalidade. É o mais buteco dos bons restaurantes. E isso deve ser entendido como um lugar para ser freqüentado sempre e não apenas em momentos especiais das nossas vidas.

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Uma resposta para “17/09/10 – Piacenza

  1. Nessas horas sempre vou embora com a certeza de que o melhor da noite foi a companhia do blogueiro e da musa, companhia esta que está para mim assim como o vinho, quanto mais o tempo passa, melhor fica.

    Quanto a voltar, ah, porque a história sempre se repete? Se o lugar é um convite ao retorno, encontrar mesa disponível torna-se um programa de sorte… Ou bem se chega cedo, ou nada.

    Mas o desejo sempre aumenta quando encontra dificuldades…assim já dizia Freud!

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