02/01/11 – San Ro

Sempre tive muitas restrições a almoçar em restaurantes vegetarianos porque, acreditava na frase que dizia que quando se observa as pessoas nesses locais, jamais as vemos alegres. Comportam-se como se estivessem condenadas a comer aquele prato.

Mas foi com alegria que aceitei o convite do Daniel para, na companhia de Tetê – vegetariana convicta –, almoçarmos no San Ro (Rua Professor Morais, 651, Funcionários – tel: 3264-9236) em atividade desde 2004; seria uma boa maneira de me recuperar das comilanças de final de ano. E todas as surpresas estavam reservados no San Ro (Harmonia entre os três elementos: céu, homem e terra) que serve comida oriental; como os proprietários são de Taiwan servem principalmente comida taiwanesa.

Desde o tratamento cordial das proprietárias, bem diferente do tratamento agitado dos restaurantes chineses, até a qualidade dos pratos tudo me agradou. Uma amiga de Taiwan, cuja família já teve restaurante em Beagá, me contou que todos os pratos dos restaurantes asiáticos sofrem pequenas alterações para ficarem mais adequados ao paladar brasileiro.

 Iniciei com o Mossu de Tofu (sopa bem rala com poucos vegetais, algas e queijo de soja) que custa R$7,00. Depois fui para o sef-service com suas quarenta sugestões da cozinha oriental que custa R$31,90/quilo de segunda a sexta-feira e R$33,90/quilo aos sábados e domingos. Comi de tudo que tivesse aspecto melhor: Almondega de carne de soja, Yakissoba (comida japonesa), Bardana empanada frita; Bifum (macarrão de arroz sem gluten), Broto de Lentilhas (um ótimo anti-cancerígeno), Abobrinha Recheada, Arroz Mottí (tipo de arroz mais grudento e servido como se fosse uma barra de cereal), Quiosa (pastel com legumes), Alcachofra, etc.

Tudo acompanhado de chá branco de latinha já que o suco de soja com leite também de soja era apenas para os propietários e parentes que se sentaram à mesa quando quase todos os fregueses já tinham ido embora.

 E fui embora, bem alimentado, sem nenhum peso no estômago. De uma outra vez talvez eu me aventure a levar alguma coisa do mercadinho de produtos orientais e naturais existente na saída do restaurante.

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3 Respostas para “02/01/11 – San Ro

  1. Eugenio Raggi

    Olá Augusto,

    Tô aqui retornando de pequena mas reconfortante viagem e me desculpando pela necessidade de antecipá-la, fato que produziu o “cano” lá no Bar do Daniel. Ainda faço questão da Salineira e do Cohiba. Hehe!

    Mas, falado desse San Ro…

    Estive lá no ano passado e fiquei intrigado. Achei o self caro e insosso. Mas há vários de mesmo teor na cidade, ainda que sirvam carnes.

    Eu não fumo. Mas nunca deixo de ter cinzeiros e até cigarros em casa para tratar com hospitalidade meus convidados que gostem do questionável hábito do tabaco.

    Por isso acho um desaforo um lugar não servir bebidas alcoolicas. Não faz o menor sentido, acho um gesto indelicado e tosco. Uma rudeza sem propósito algum.

    No mais, o que me intriga na comida vegetariana é a tentativa quase que hercúlea de fazer com que vegetais tenham gosto e aparência de carne ( mas não são eles mesmos que dizem que carnes se alimentar de carne é uma coisa assombrosa?).

    Conheço vegetarianos que o são por paladar ou mera questão orgânica (se sentem mal digerindo carne). Mas os que fazem essa opção por se julgarem mais nobres do que os rastejantes carnívoros são seres lastimáveis.

  2. augustonobuteco

    Eugênio,
    Procurei a minha amiga chinesa e perguntei por que os vegetarianos imitam os bifes de carne bovina se não gostam de carne bovina. E fiquei surpreso com a resposta em forma de pergunta: – Quem disse que não gostamos de carne bovina? – E completou: – Na China fazemos um frango inteiro com soja. Gostamos do sabor e da textura da carne e sabemos da importância da presença da fibra da carne para a mastigação. Não comemos apenas porque não fazem bem à nossa saúde e em respeito aos animais.
    Também não consegui o seu preconceito contra os lugares que não servem bebidas alcóolicas. Prá mim, quem quiser vai à igreja e quem quiser vai à zona. E eu não tenho nada com isso. Deve ter alguém que gosta de lugar que não sirva bebida alcóolica.
    Procure nesse espaço por um bar chaado Bar dos Camudongos e vá lá. É no São Pedro. Um show!
    Um abraço,
    Augusto

  3. Eugenio Raggi

    Augusto,

    Continuo não compreendendo que alguém não goste de agradar seus clientes e tenha um bar ou restaurante. Faria TUDO pelos meus. E acho estranho, pra não dizer mais, optar pelo radicalismo de não vender um vinho, um saquê ou uma cerveja. São líquidos gastronômicos. Conheço pessoas que não comem sem uma taça de vinho do lado.

    É uma questão de respeito ao cliente.

    Quanto ao “respeito aos animais”…

    Será que são mais importantes que os “vegetais”?? Arrancar um pé de alface pode. Matar uma galinha não. Ah…São seres inferiores, não tem Sistema Nervoso Central. Desculpe. Isso é escala darwinista. Preconceito mesmo.

    Hehe!

    Abraços.

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