21/1/11 – Oliver Art Bar

 

A luz negra da entrada, que azulava a pintura na parede no meio da escada, me assustou logo que cheguei. Pensei: – É uma referência aos antigos boates e bordéis? – Resolvi ficar ali mesmo já que a música atrapalharia a minha conversa no ambiente e o ambiente dos fundos, aberto, era reservado para fumantes.

O Oliver Art Bar, rua São Romão, 30, São Pedro (2526-3930) foi reinaugurado dia 12 de novembro depois de uma tentativa frustada de fechar, quando resitiu a 367 noites. Os antigos garçons assumiram o negócio e oferecem o espaço de quinta a sábado.

Quando começaram a fumar do meu lado fui para a área dos fumantes e pude entender melhor o bar. Pareceu-me receber um público fechado e ficam em pé, com long necks na mão, em grupos, conversando baixinho. Bem diferente dos tradicionais bares onde se escuta o que outro grupo está conversando a metros de distância.

As mesas baixas da sala interna com sofás e almofadas é propícia para uma pegação. Também ali se percebe a intimidade dos frequentadores entre si e com os donos pela amistosidade dos papos.

O cardápio é pequeno com porções também pequenas e preços idem. Porções com dez unidades de mini-quiches, mini-pastéis, mini-kibes e mini-coxinha indicam que o público está muito mais interessado no convívio que na comida. Experimente um pão de queijo recheado com marguerita (R$6,00) acompanhado de uma Stela Artois (R$7,00) e tudo se encaixou muito bem. Sanduiches, tabua de frios e porções de frango, carne e linguicinha reforçam o cardápio.

Mas é a arte e a convivência  bastante amistosa que une os frequentadores. Sugiro que não deixem de conhecer este espaço, bem diferente da maioria dos que estão em toda a parte por aí. Tenho consciência que a minha avaliação está muito superficial e cada um encontrará outras intenções e vocações nesse local.

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4 Respostas para “21/1/11 – Oliver Art Bar

  1. Eugenio Raggi

    Olá Augusto,

    Passando aqui pra sugerir uma visita ao Bar do João, na Concórdia (Rua Purus, 51). É o famoso buteco-buteco. Rústico, simplório e sem qualquer interesse em atrair clientes “mais frescos”. A “decoração” é aquele amontoado de quadros velhos e empoeirados, freezers pré-históricos e bagunça em meio a papeis, objetos estranhos, centenas de marcas de cachaça, Cds e DVDs.

    Mas o tira-gosto…Ah…é o que há de melhor em se tratando de baixa gastronomia. Sugiro as terças-feiras, com fígado de galinha, carne de panela e giló ao molho. A sexta-feira é tb muito boa, com um excelente tropeiro e uma língua recheada que é das melhores que já comi. Os salgados ( todos feitos na casa e fritos na hora, por R$ 1,50, são outro destaque). Não deixe de experimentar o quibe, feito à moda árabe.

    Enfim…é um buteco síntese, com frequencia de gente simplória e pouco dinheiro no bolso, mas que vale muito a pena.

    Abs!

  2. augustonobuteco

    Eugenio,
    já tá anotado.
    Um abraço,
    Augusto

  3. Flavio Morais

    Opa! Duas boas pedidas. Férias em março, vou ter muito serviço.
    Lula me mostrou as fotos de Lavras Novas. Vai postar algum buteco de lá?
    Abraço!

  4. augustonobuteco

    Flávio,
    não, não vou postar nenhum boteco de Lavras Novas. Eu queria apenas água quando terminei de subir a serra. Lula, de quem eu esperava melhor desempenho, enfurnou-se na Van e só sai para a cerveja.
    Um abraço,
    Augusto

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