25/06/11 – Freud Bar

 

O Freud Bar já foi citado pelo NYT como um dos bares mais difíceis de se chegar, mas, apesar da sensação de estar perdido numa mata, logo depois de ter saído da 6 Pistas, conseguimos encontrá-lo com relativa facilidade graças às sinalizações colocadas na estrada.

Abre apenas nos finais de semana à noite, a partir de quinta-feira, quando cobra R$20,00 de entrada (R$5,00 consumíveis) com direito a um show que é sempre divulgado no site, que começa após meia noite. Estão com idéia de abrir para almoço – o que me parece uma excelente ideía – permitindo desfrutar da mata que rodeia o bar nas manhãs quentes. Atende a um público bastante jovem.

Num ambiente bastante intimista, com pouca iluminação, recebemos os cardápios: um com 17 drinques (R$12.00), outro com bebidas e o de comidas. Cervejas são servidas apenas em long-necks nacionais (R$5,00) ou importadas mais caras. Uisques na faixa de onze a quinze reais.

Devido ao frio começamos pelos caldos de mandioca e abóbora (R5,80). Eram de qualidade baixa e estavam tão ralos que sugeri ao garçon transferí-los da carta de comida para a carta de bebidas. Num ambiente que transpira amadorismo fomos surpreendidos pela boa qualidade da picanha com mandioca e fritas (R$36,00).

O caldo começou a desandar quando a direção da casa não avisa dos problemas ocorridos com músicos e o consequente cancelamento do show, na esperança de continuar vendendo alguma coisa e salvar a noite que estava indo para o brejo. Só percebemos o fato pela enorme fila que começou a se formar no caixa.

E desandou de vez, quando insistiam em cobrar a entrada, mesmo sem a realização do show, alegando que cobram entrada e não couvert artístico. Aleguei que não discutia isso e sim a quebra de contrato quando anunciaram um show e não o forneciam. Para espanto, alegavam que o problema era dos músicos e não deles, desconhendo o princípio português que sugere que não se estabeça quem não tem competencia. Contra a alegação da casa que tinham pareceres de advogados garantindo a legalidade da cobrança, propus levarmos a discussão para as barras dos tribunais.

Acabaram cedendo para mim – não sei mais pra quem – e pagamos apenas o consumido. É uma coisa lamentável. Antes de um bom divã ou de um bom advogado, o Freud está precisando mesmo é de alguém que lhe ensine os direitos do consumidor e os rudimentos da honestidade.

 

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30 Respostas para “25/06/11 – Freud Bar

  1. Ihhh… queria ir ao Freud mas até desanimei. Isso reforça minha teoria de que não sou tão chato: é a prestação de serviços em geral que está péssima mesmo!
    Boa sorte!

  2. Eugenio Raggi

    Toda picaretagem deve ser denunciada.

  3. O problema, muitas vezes, é que a cara de pau de certos donos de estabelecimentos não tem limite. Pior é quando tentam colocar a culpa no freguês, tentando desqualificar a reclamação com a justificativa de que este é “muito” exigente!

    Agora, colocar o nome de “FREUD” nessa maracutaia, como psicanalista não posso me calar…entre tantos conceitos que ele desenvolveu, e com genealidade, estão o da Ética, o do Princípio de Realidade e o de Castração…esse pessoal aí está passando ao largo do que a Psicanálise propõe…melhor mudar o nome da casa. Estão fazendo uma baita propaganda enganosa! Tá me parecendo mais um “Workshop de enganação”, isso sim!

  4. É por casos como este que restringi minhas visitas a bares que cobram entrada, couvert, consumação e afins. Nada contra os músicos de bar, que na maior parte das vezes justificam aquilo que nos é cobrado. Mas apenas pela busca em evitar situação de stress durante os meus sagrados happy hours.

    Disparate ainda maior por se tratar de bar catalogado pela Veja e tudo. O caso merece ser amplamente divulgado.

  5. Sr. Blogueiro
    Sou um frequentador da noite de BH. Conheço a maioria dos bares. Por coincidência estive no Freud neste dia. Sou frequentador assíduo (desde a fundação) do bar e foi a primeira vez que vi isto acontecer. Já assisti a grandes shows e sempre fui bem atendido. Não concordo com as observações do titular deste blog. Acho que julgar um bar por apenas um dia é no mínimo injusto e estatisticamente incorreto. Por que o colunista não pergunta aos frequentadores assíduos do bar o que eles acham?
    Continuo achando o Freud o melhor bar de BH.
    Um bar que possui aproximadamente 8 anos de existência (numa cidade onde os bares não duram 1 ano) não pode ser chamado de incompetente, conforme citado acima.
    Acho que o Sr. deveria falar do ocorrido no dia da sua visita e não generalizar, falando um tanto de bobagens. Incompetência pra mim é isso.

    Favor prestar mais atenção nas suas colunas, pois depois de ler esta não sei se posso acreditar no que o Sr. escreve sobre os bares de BH.

  6. Mais institucional do que anônimo, impossível!

  7. Eugenio Raggi

    Sr. Anônimo,

    Mesmo que eu goste muito de um estabelecimento jamais compactuAria com canalhice, torpeza, estelionato (nem mesmoq ue dele fosse sócio, como parece pelo tom da “ameaça” ). E isso não tem nada a ver com estatísticas. Então quer dizer que o tal “Freud” é um bar que rouba pouco de seus clientes, sendo quase sempre honesto e as vezes desonesto? Cobrar por algo que não ofereceu é crime. E pra mim pouco importa se isso não é comum. E posso garanitr ao sr. que quanto mais constantes forem as tentativas de salvar este butequim picareta de pecha de “bar ladrão” maior será a repercussão negativa aqui neste espaço.

    Um bar pode servir comida fria, insossa ou muito salgada. Pode eventualmente cervir uma cerveja quente, ou tratar de forma pouco calorosa o seu cliente. São pecadilhos, e são corrigíveis. Agora, roubar, enganar, ludibriar, mentir para o seu cliente é algo inadimissível. PECADO MORTAL!

  8. Srs André e Eugênio

    Pela defesa que fazem deste blogueiro, nota-se que existe alguma ligação entre vcs.
    Parece que ficou muito ofendido com meu e-mail. Falar palavras como estelionato, canalhice e torpeza, realmente o Sr. blogueiro deve ser uma pessoa muito especial para os Srs.
    Lamento que pessoas como os Srs. sejam apenas passionais e percam a racionalidade.
    Estou falando do que conheço e não de notícias que ouvi falar.
    Pelo que entendi, o seu ….. blogueiro falou que pagou só o que consumiu (assim como aconteceu comigo), então não trata-se de estelionato (nooossa), ou outras coisas que escreveram aí.
    Bom, fiz apenas um comentário pois estava presente (ao contrário dos Srs.) na casa no dia e não quero mais me prolongar com um tanto de bobagens que os Srs. escrevem.
    Este Blog está mesmo desacreditado. Não é a primeira vez que ouço falar mal dele.
    Desculpe se falei mal de uma pessoa querida. Não foi a minha intenção. Só relatei um fato que presenciei.
    Agora me dá licença que estou saindo para tomar umas com meus amigos.

  9. Flavio Morais

    Nos anos 80 tinha um bar chamado Freud perto da faculdade de psicologia da Newton Paiva. Achei que fosse o mesmo. Parece que os tempos mudaram.

  10. Pedro Paulo

    Flavio
    Eu me lembro deste bar atrás da Newton.
    Será que é o mesmo?
    Já fui no Freud novo e achei muito legal. Não tive nenhuma reclamação de lá.
    Abraço

  11. Olá pessoal!
    Também nunca tive problemas no Freud, pelo contrário, acho lá demais.
    Tomar uma em cima da árvore não tem preço.

  12. Marcelo de Andrade

    Os fins jamais podem justificaros meios. Povo maquiavélico. Só pode ter votado no Collor e depois foi pra rua pintar a cara e cobrar sua saída. Cobrar pelo que não fornece é crime, viu sr. anônimo maquiavélico?

  13. augustonobuteco

    Pessoal,
    o Anonimo tem razao, vamos tomar umas cervejas que é o melhor que temos a fazer.
    Fiquei um pouco assustado com a imerecida atencao dada ao meu comentario.
    Fiquemos de acordo que um local muito bom, muito interessante, um bom achado, uma alternativa para as noites bem frias e as tardes bem quentes.
    Nao custa lembrar que gostar de caldos mais grossos e nao concordar com determinados comportamentos é apenas uma posicao isolada minha, que pode ser diferente da posicao de outras pessoas.
    E este umbiguinho meu é apenas o meu umbiguinho.
    Augusto

  14. Tudo bem, caro blogueiro! Mas escrever anonimamente e não mostrar a cara…isso pra mim é que é ser um ser “desacreditado”, rsrsrs…

    No mais, deixemos o “Freud” se defender no anonimato…afinal, o inconsciente tem mesmo suas artimanhas pra driblar a censura…

    E pra que ele não perca clientes, acho que vale a pena os leitores do blog irem lá pra conferir a opinião do “cliente anônimo”…até porque, depois do fora aqui relatado, dificilmente eles irão “errar” de novo na conta do freguês!

  15. Fernanda Coimbra

    Olá!
    Entrei aqui para ler a opinião sobre o Freud e levei um susto. achei que só leria coisas boas, uma vez que todos os meus amigos sempre falam que eu preciso ir lá, que é muito diferente e muito bom…

  16. Juliana
    O Brasil é um país democrático.
    As pessoas tem liberdade de querer se identificar ou não (mesmo porque o próprio blog te dá esta opção, não é?).
    Eu mesmo não gosto muito de me identificar, pois o que importa é a opinião, e não faz diferença pra vc se me chamo João ou Pedro.
    Quanto ao bar, não conheço. Quando for lá, retorno aqui e coloco a minha opinião, ok?

  17. Caro Cláudio,
    concordo com você, por isso mesmo eu disse: …”deixemos o “Freud” se defender no anonimato…” Não estou policiando ninguém, apenas dando minha opinião, democraticamente…e nem quero que todo mundo concorde comigo, senão fica sem graça até pra gente polemizar, não é mesmo?

  18. Daniel Iglesias

    Vacilão tem q escutar mesmo!
    Excelente crítica/denúncia!
    Só lembrando pro “Sr Anonimo” que isso aqui não é jornalismo, é crítica, é opnião. Fez merda no dia que o crítico estava lá, se f…!

  19. Gente…nem sabia que esse bar ainda existia!!!! Qundo fui, a muuito tempo atrás não tive do que reclamar, mas naquela época eu era uma fedelha metida a besta que se julgava dona da verdade!!!

  20. augustonobuteco

    Adriana,
    você, em determinada época da sua vida pensava que era dona da verdade sem ser. Hoje tornou-se a dona da verdade, sem pensar.
    Não some.
    Um abraço,
    Augusto

  21. Clayton Slayer

    Engraçado como a internet fez um monte de gente brava e machona aparecer nos comentários de blog, não? Estranho isso. Ainda bem que essa turma que não suporta uma opinião diferente da sua não apareça tanto no mundo real!

  22. Marcelo de Andrade

    Engraçado como as pessoas são passadas pra trás e não se importam, acham que é normal. Aí não faz diferença se é no mundo real ou virtual, o importante é ser trapaceada.

  23. augustonobuteco

    Clayton,
    temos duas formas de ficarmos corajosos, no mundo virtual e no anonimato.
    É muito facil assim. Temos que dar a cara a tapa. Eu, por exemplo, sei que me exponho muito e nao faco nenhuma censura nos comentarios de ninguem ; eles aparecem tao logo voces escrevem. Mesmo que isso signifique um risco pra mim. Entendo que o risco faz parte do negocio e nao fujo dele.
    Um abraco,
    Augusto

  24. augustonobuteco

    Marcelo,
    acho que tem muito a ver com desinformacao, com desconhecimento dos seus direitos.
    Um abraco,
    Auguisto

  25. Acho que o “Freud” tentou uma jogada de marketing e tanto…sabe que pisou feio na bola ao cobrar por um serviço que não aconteceu, tentou enrolar os clientes naquela noite, tenta agora desqualificar o relato do ocorrido, e ainda arruma um tanto de defensor pra aumentar a polêmica. E nem reparou no relato inicial que o blogueiro fez, quando disse que “Abre apenas nos finais de semana à noite, a partir de quinta-feira, quando cobra R$20,00 de entrada (R$5,00 consumíveis) com direito a um show que é sempre divulgado no site, que começa após meia noite. Estão com idéia de abrir para almoço – o que me parece uma excelente ideía – permitindo desfrutar da mata que rodeia o bar nas manhãs quentes. Atende a um público bastante jovem”
    Aqui está claro que o local deve ser agradável…mas o que se seguiu não é correto. Porque tanta gente insistindo em apagar uma conduta desonesta? Ou acham que o dono “se confundiu, coitado…”, porque afinal de contas, a intenção dele “era” oferecer música e se não houve, a culpa não foi dele não…
    Aí, alguém tem que pagar o pato, não é mesmo?
    Mas a gente tem que continuar vendo que o rei está nu e ficar caladinho, viu, pessoal antenado? Entendam, estamos falando demais, e os errados somos nós…

  26. Paulo José

    Estive no Freud semana passada, para o aniversário de uma amiga (e já fui com um pé atrás depois de ler este blog), entretanto posso dizer que me surpreendi. O atendimento estava ótimo, a música muito boa e as porções também.
    Juliana, acho errado vc falar que o bar arrumou “um tanto de defensor”, pois eu nunca tinha ido, não tenho nada a ver com o local e estou dando minha opinião espontânea. Pode ser que as outras pessoas que deram seu depoimento tenha ido e gostado, assim como eu, não?
    Se for assim, vão pensar que vc também é defensora do Augusto….
    Como o Claudio e vc mesma falaram, estamos numa democracia e podemos falar o que pensamos, sem censura.
    Estou falando isso para que vc não me inclua nesta lista de “defensores” do bar. sou apenas uma pessoa expressando seu direito de dizer o que pensa.

  27. augustonobuteco

    Paulo,
    é isso mesmo. O bar é bom. Se você ler o meu texto com atenção você vai ver isso claramente lá. O que levantei foi outra questão, que já está mais que discutida.
    Vamos ao Freud, gente. O lugar é bom, o atendendimento é bom.
    Um abraço,
    Augusto

  28. Beth pacheco

    Boa tarde

    Paulo, o bar realmente é muito legal, diferente de tudo que estou acostumada a ver. Recomendo.

    Abraço a todos!

    Beth

  29. augustonobuteco

    Beth,
    obrigado pelo comentário. É isso aí. Vamos colocar a coisa nos seus devidos lugares.
    Um abraco,
    Augusto

  30. Eu vou nesse pq quero tirar minhas próprias conclusões, a despeito de concordar com alguns aqui no que se refere a não julgar um atendimento somente por um dia, mas sim por um contexto, acredito que os estabelecimentos hj em dia estão visando demasiadamente o lucro e se esquecendo de cativar o cliente com uma boa prestação de serviço, fazê-lo voltar por gosto, enfim, na ânsia do lucro alto os estabelecimentos se esquecem do básico… cliente satisfeito volta e indica e cliente insatisfeito fala mal e não volta… Tá faltando pessoas com visão de mercado e capacitadas para a administração.

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