Bar do Xumba 17/7/11

Pronto. Fui no Bar do Xumba (Rua Salinas 1.173, Santa Tereza- telefone 3481-3128) aproveitando o fato de ser um dos poucos butecos clássicos que abrem aos domingos, acompanhado de dois novos santateresenses – Dani e Tetê – que chegaram de bicicleta. Se apenas algumas mesas internas estavam ocupadas, o balcão dos fregueses solitários não deixava espaço pra ninguém.

– Pois não meu jovem! – exclamou o Xumba logo que me aproximei do balcão. Percebi que esse tratamento, além de muito cordial para os meus quase sessenta anos, refletia que eu era realmente o mais jovem entre os quinze homens que estavam no estabelecimento. O barulho interno de vozes estava bem alto comandado pela forte voz do proprietário. 

As cores amarelo e vermelho da fachada, patrocínio da Skol, contrastando com o verde interno, mostravam que o Xumba não quis gastar dinheiro com decoradora. E as mais de duzentas fotos penduradas nas paredes – algumas atrapalhadas dos dois ventiladores utilizados no verão – não deixam quase mais nenhum espaço para futuras homenagens.

A primeira aposta foi nos pastéis. Preparados e fritos na hora com um recheio de carne, xuxu e salsinha. Um a zero pro Xumba. Quem nao tem língua come carne de panela com pãezinhos. Dois a zero pro Xumba e ainda não tinha terminado o primeiro tempo. Nós três estávamos almoçados para uma conta que fechou em R$70,00.

Uma blitz da polícia que se instalou quase em frente, para pegar a turma que sai do Santa Tereza, assustando todos nós, interrompeu o jogo, cuja balaiada se prenunciava.  Juntei-me, corporativamente, ao coro dos que xingavam a polícia. Dani e Tetê, sem saber se bafômetro é exigido para quem está de bicicleta, evitaram os homens.

Tive vontade de passar pra ele a receita que estou usando para acabar com a micose que se instalou sob as unhas dos meus dois dedões do pé para ele utilizar na micose que está se alastrando sob algumas das unhas das mãos dele. Não é muito necessário pois ele apenas no balcão, serve as mesas e recebe o pagamento.

Mas vai que o Paulinho falta ao serviço e ele resolve cozinha!

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11 Respostas para “Bar do Xumba 17/7/11

  1. Marcelo de Andrade

    O Xumba é um dos meus prediletos: pão de queijo com pernil, galeto, pastel que só não é melhor que o do Baiano, entre outras iguarias.

    Segue aí a relação dos meus oito preferidos. Mas oito? Dá pra ir em um buteco diferente a cada dia da semana e ainda sobra um.

    8 – Silvio’s Bar: não é o mesmo de antes, quando era menor e em outro endereço, mais ainda assim é um senho buteco.

    7 – Bar do Xumba

    6 – Chic Tacio

    5 – Bar 3 a 0: o nome oficial não é esse, sendo somente o apelido que dou-lhe. Não tem nada de mais, a não ser o torresmo de barriga e estar perto de casa, na Niquelina à direita de quem sobe, uma curva logo antes da Contorno.

    4 – Toninho árabe na serra: a melhor comida árabe de BH dentro de um buteco que, graças a Deus, não tem essa tal de música ambiente, que em 99% dos lugares realmente não presta e só serve pra encher o saco e elevar o tom da conversa, tornando insuportável. Tem comida excelente, boa bebida, ótimo papo e sossego. Pra que mais?

    3 – Bar do Marquinhos: Esquina de dois tenentes: Garro com Anastácio de Moura. Já até indiquei ao dono do blog. Dispensa mais elogios.

    2 – Bar do Tonho: era no coração da Pompéia, perto do Epa e da Igreja. Agora se mudou pra um lugar ermo, mais distante, quase que no São Geraldo, perto das imediações da avenida Belém com Andradas com Jequitinhonha. Não sei o endereço. Só sei chegar. Vai aí o telefone do Tonho para quem quiser ir. Ele ensina numa boa como chegar: 9105-3779.
    Funciona na frente da casa dele e é daqueles butiquins que a cada dia tem um carro-chefe diferente. Tudo, simplismente tudo que comi lá é sensacional. Destaque para o belisquete especial de quinta-feira: costelinha cozida e frita na cerveja preta, acompanhada por angu e ora-pro-nobis refogado na hora. O melhor é chegar lá por volta das 19h e pegar o angu saindo do fogo, quente e mole.

    1 – Baiano: acho que não preciso fazer mais elogios. Quem acompanha os comentários sabe que já o fiz demais.

  2. Marcelo de Andrade

    Ops… só agora revisei: simplesmente.

  3. Essa padronização da Ambev é de lascar.

  4. Marcelo de Andrade

    É. A parede tá lascada. Falemos com o Xumba.

  5. É , lascada literalmente tb.rsrsrs

  6. O bar leva o nome do Chumba, mas quem manda e desmanda é o Paulinho (o baixinho).
    Parabéns pelo blog… um verdadeiro guia de bares de bh.

  7. Que bar legal! que foto linda! e a Tetê e Augusto (com aquele cruzada de pernas) deram um ar mais familiar e provinciano ao local. É a cara de BH que eu guardo dos meus momentos de lazer nos tempos da UFMG com Zezão, Bruno e Altamiro. Parece que Belo Horizonte parou no tempo. O meu afeto ainda vive. Se um dia eu voltar, vou morar em Santa Tereza com certeza.

  8. augustonobuteco

    Pedrinho,
    se um dia não, quando.
    Vou explicar melhor: sua frase não é “se um dia eu voltar” e sim “quando eu voltar”.
    Um abraço,
    Augusto

  9. Glaucia Branco

    Estive lá essa noite, assistindo ao primeiro tempo de Argentina x Brasil, e saboreando o pastel do Xumba, que merecia ser tombado como bem imóvel.
    Bom, vai aí uma info importante pra quem nunca foi lá e depende do Google Maps, que não é fiel na indicação do local: ele fica na rua Salinas, esquina com rua Jaspe.
    Abração.
    Glaucia

  10. Glaucia Branco

    ôpa, corrigindo (espero ainda) em tempo: “bem móvel”. do vasilhame para minha boca =)

  11. augustonobuteco

    Gláucia,
    fiz uma fotos dos pastéis que dá vontade de comer, as fotos.
    Um abraço,
    Augusto

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