Recanto Verde – 28/08/11

Os ossos da Rabada com Batata (R$28,50) posaram para a foto antes de serem levados para os pobres cachorros do Dani, para os quais não restou fiapo de carne. Os coadjuvantes batatas, bacon, pimentões e cebolas foram consumidos integralmente restando na panela apenas as fatigadas colheres com suas extremidades descansando no molho de tomate.

Como o restaurante é especializado em massas, rejeitamos a sugestão que havíamos solicitado ao garçom (Filé a Parmegiana – R$30,70) e optamos pelo Espaguete na Chapa com Carne, servido com Bacon, Brócolis, Couve Flor e Pimentões, na sua menor versão, (R$19,90). A singela porção de mussarela, que veio como acompanhamento, não encantou os comensais,  e resistiu aos quatro derrotados garfos com quase metade do espaguete que foi parar em um marmitex (fornecido gratuitamente)  para ser consumido à noite pelo dono dos cachorros.

As bebidas – três Brahma Extra (R$4,90) e um guaraná (R$1,80) –  foram consumidas com parcimônia pois o entorno da Rua Petrolina, 910, Sagrada Família, onde está instalado o Recanto Verde (3481-6884), é uma das regiões vigiadas pela polícia atrás dos excessos etílicos.

Todo esse cenário foi retirado para que viesse à mesa uma porção da Torta Holandesa (R$5,50). O garçom ainda não tinha se retirado quando a primeira colherada comandou a segunda porção de torta, servidas em um pratinho no qual após rasparmos todos os resquícios da sobremessa era possível ler o epíteto “Uma Família Servindo Sua Família”.

Esse espetáculo foi encenado em duas mesas na calçada, mesas que eram deslocadas sempre em busca de sombra já que o ambiente interno não cabia alma viva. Enquanto esperava pelo garçom dei longos passeios pelo interior do restaurante deliciando-me com os bonitos e fartos pratos (vi um filé parmegiana duplo servido em um tabuleiro) consumidos com avidez – estavam ali para isso – pelos fregueses.

Impossível detalhar o cardápio; tem pizza, rondelli, nhoque, lazanha, capelete, canelone, talharim e espeguete; cada um em umas 5 versões. Tem omelete, dobradinha, lagarto, angú, costela de boi, pé de porco, moela, feijoada, mexido, feijão tropeiro, língua, pescoço de perú, o capeta a quatro.

Foi mais uma maravilhosa dica da Adriana, incansável caçadora de butecos junto com seu (dela) pai. Ave, Adriana!

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18 Respostas para “Recanto Verde – 28/08/11

  1. Vixe! Esse é conhecido por demais!!!!

  2. Belo Horizonte está se transformando em uma cidade monumentalmente chata. O congraçamento anda virando exceção. Encontrar-se ficou perigoso ou massante (passo semanas/meses sem rever um grande amigo e vou tomar com ele um “cafezinho”ou uma “coquinha”?). Parecem os nefastos tempos da famigerada ‘Ditadura Militar’. O preço do taxi na cidade (grande alternativa aos momentos como esse) é uma verginha nacional. E eles andam cada vez mais raros nas nossas noites. Ônibus é uma mentira nas madrugadas e metrô é um dos tripés da vergonha mineira (junto com a 381 e o anel).

    Não entendam isso como uma defesa da “direção assassina”. Ela existe e é extremamente perigosa. Por culpa indireta dessa gente (os que bebem transtornadamente e dirigem depois disso), amizades se desintegram, bares se tranformam em cadeias de força regionalizadas e a cidade de trânsito caótico vai se transformando em uma selva de ‘amigos isolados’ por blitzen (é esse o plural?) e receio.

    Abraços desse professor, cada vez mais a caminho de uma pequena cidade. Onde o mundo verdadeiro ainda existe.

  3. Augusto, ouvi dizer que o pescoço de perú de lá, cachorro num come não porque num sobra, viu? Rsrs.

    Bjo!

  4. Sim, é defesa da direção assassina. Ou bebe ou dirige, simples assim. O resto é conversa fiada de quem quer dirigir com cachaça na cabeça.

  5. Marcelo de Andrade

    Acho que exageraram na dose… pra saber se o cara tá bebaço e isso o atrapalha de dirigir. Eu bebo duas cervejas e saio dirigindo por aí, na manha, na boa, sem fazer besteira que possa matar alguém. E os caras que matam ao volante sem uma gota de álcool na cabeça? E esses loucos desses motoqueiros que matam e se matam em cada esquina sem nada beberem? O que fazer com eles, afinal não beberam nada? Estão desvirtuando o uso do bafômetro. O que era pra ser usado pra tirar a dúvida se o cara tá bicudaço mesmo, acabou sendo usado para o estado ou o agente de trânsito encher o bolso. Usam indiscriminadamente em qualquer um com um só propósito: faturar. Eu só quero saber se essas blitzen vão continuar no comida di buteco do ano que vem. Vão cancelar o festival? É o fim?

  6. Marcelo, vou tomar isso como piada. Se um nao bebado mata, o bebado tb pode? Todos devem ser punidos. Usam indiscriminadamente o bafometro? Ora, é só não ter bebido . Duas cervejas? Já altera sua cogniçao motora. Simples , bebeu nao dirige. O resto é mimimi de quem quer continuar dirigindo alcoolizado.

  7. André,

    Enquanto as blitzen forem estáticas e previsíveis como são, os verdadeiros assassinos do trânsito continuarão se embriagando, dirigindo e olhando o (utilíssimo) twitter @blitzbh e desviando das barreiras fixas, que são uma estupidez em matéria de eficácia. Nos EUA, na maioria dos estados, a abordagem é qualitativa e não aleatória como é feita por aqui (os veículos abordados são aqueles que estão cometendo direção perigosa, ou cuja conduta do motorista antes de dirigir foi observada nos arredores dos bares pela polícia preventiva). Funciona muito mais. Nos EUA você pode sair com a sua família numa tarde de domingo, tomar 2 chopes e voltar pra casa dirigindo, porque o etilômetro vai acusar um nível aceitável de teor alcoolico, compatível com o ato de dirigir ( e essa margem de segurança é fruto de estudos de décadas, não do achismo).

    No mais, eu não tenho propostas. Não sou contra a lei e acho que ela veio pra ficar. Mas, por culpa de nossas fraquezas, criamos um mundo chato, cheio de frescuras e códigos de conduta fiscalizados pelos aparelhos repressivos. Enfim, um mundo mais triste e sem graça. Mas isso é um desabafo, jamais um manifesto a favor de desobediência civil. Apenas lamento pelos bares que não vou conhecer. E não me venha falar de taxi. Saí da Renascença e fui ao Belvedere outro dia e voltei, Paguei 90 reais. Isso não é – definitivamente – alternativa pra nada.

  8. Marcelo de Andrade

    André, veja as leis de outros países sobre álcool x direção, que levaram em conta com estudos sérios, e aí conversamos. Olha um exemplo aí nos EUA, que o Eugênio citou. Por que exageraram na lei só aqui no Japão e lá no Brasil não? Por que no Brasil reconstroem uma estrada em 6 dias e aqui no Japão não conseguimos arrumar uma ridícula ponte em 6 meses? Porque a 381 daqui de Tóquio mata tanta gente? Estão mesmo preocupados com a segurança do povo? E o preço do táxi? E o sistema público de transporte, funciona, atende os que querem sair na noite? E a violência? E o anel rodoviário? Punir é mais fácil, menos dispendioso e mais rentável do que educar e construir uma pista segura. Agora o maior absurdo é a instalação de radares eletrônicos a cada 5 quilômetros, ou menos, na 381. E viajamos a 60 km/h no Japão, sendo que lá no Brasil viajam a 300 km/h no trem bala. É a urgência do mundo moderno.

  9. Vixe! Mas deu polêmica por demais!!!! Eu não tô bebendo nem um terço de uma gota quando estou na direção. Como disse André, simples assim…ficar fugindo de blitz é uma chatice!

  10. Marcelo de Andrade

    Entenderam errado. Não tô defendendo descumprir a lei. Eu tô é discutindo a lei. Ou isso não é a tão famigerada democracia? Eu beber uma garrafa de cerveja não me torna um assassino em potencial no trânsito. Agora, se eu beber 5 garrafas, ou 10, ou 20, como se a quantidade não fizesse diferença no modo de direção, e colocar todo mundo no mesmo poço, aí já é de uma ignorância sem fim. E foi isso que essa lei fez. Pior ainda é como e pra qual finalidade estão fazendo uso dela.

  11. Augusto, perto de vc sou uma aprendiz! De meu pai…nem se fala!
    Queria muito te apresentar um buteco lá de São João del-Rei, chamado Sto Antônio. Os assíduos frequentadores, entre eles o pai do meu filho (André), chamam-no de Academia. Ele é bem conhecido pelo arroz doce que é servido diariamente aos trabalhadores das redondezas do centro.(A porta é aberta muito cedo, como é costume no interior) Mas o variado cardápio de um típico buteco (pão com linguiça, feijoada, bife a rolê, lingua, lombo…) e a cerveja barata e geladíssima são as estrelas que fazem juz à honrosa patente de Academia. As histórias que são contadas ali, nem se fala. Parece que havia um ringue nos fundos do bar para os brigões inveterados que passavam da conta no trago. As quinquilharias que compõem a plástica do bar do Paulinho também são um comentário à parte. Sem contar que, estando no interior você pode comer e beber à vontade, ir caminhando feliz da vida pra casa e “acordar querendo mais”!!!(Samba composto por André Cascaes)
    Abraços,
    Adriana

  12. O buteco nem entrou nos planos dos comentaristas de plantão. Pois eu já fui almoçar e “mandei brasa” num espaguete com molho de camarão… muito bom mesmo….
    Abraços,

  13. augustonobuteco

    Artur,
    o pessoal tem que entender que quem está apanhando também está brigando, não é mesmo?
    Um abraço,
    Augusto

  14. Marcelo de Andrade

    Quem apanha sem brigar, ultimamente, é só seu time.

  15. Flavio Morais

    Já fui muito no Recando Verde com amigos antes de assistir jogos no Independência, quando morava ainda em BH. Fico longe dos encantos da capital, mas aqui em Salinas posso voltar devagar e tranquilo pra casa após degustar umas cervas. Abraço a todos!

  16. Estive hoje no Recanto Verde e por coincidência pedi o mesmo espaguete, que na verdade serve 4 pessoas, mesmo falando que é para uma. Os preços subiram um pouco, mas nada demais. Agora, pela qualidade ainda acho que paguei caro. A filosofia lá é quantidade mesmo! Vou dar mais uma chance talvez com o pescoço de peru.

  17. augustonobuteco

    Daniel,
    é uma pena que não consigam manter uma qualidade mínima, não é mesmo? Com as massas, isso não é difícil, basta um pouco de capricho.
    Um abraço,
    Augusto

  18. Pois é. Achei estranho um mesmo restaurante com pratos familiares, como massas e filé a parmegiana, também servir rabada e galopé. Talvez eu tenha ido em um mal horário, por volta de 17h. Vou dar mais uma chance até porque é perto de casa!
    Abraço

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