Restaurante do Porto – 28/11/11

O dono da Playboy já tinha anunciado e o cardápio do Restaurante do Porto (Rua Espírito Santo, 1507, Lourdes – 3222-7300) apregoava: “Se quizerdes e me ouvirdes comereis o melhor dessa terra – Isaias 1.19”, indicando a sua intenção.

E era crível pois a qualidade devia ser o que mantinha esse restaurante aberto há 42 anos na Cidade Nova (Rua Conselheiro Lafaiete, 2099 – 3482-9870) e há 24 anos em Lourdes, de segunda a domingo, das 11 às 24 horas, mesmo nesta chuvosa segunda-feira na cidade, onde muitos estabelecimentos desistiram de ficar abertos.

Os preços altos de seu cardápio (R$150,00 para 500 gramas de bacalhoada, R$89,00 para 500 gramas de peixe, moquecas a R$180,00, filés a R$65,00, R$84,00 para 250 gramas de estrogonofe e parmegiana e peito de frango a R$41,00) indica que a freguesia reconhece qualiade nos produtos que sao fornecidos também pelo sistema delivery.

Chamou a atenção o detalhamento do cardápio onde se especifica, por exemplo, quantos e qual tipo de camarão estão presentes em determinada moqueca e a coragem – fato raro – do Saldanha em informar o número de seu telefone celular (9982-5752) para sugestões e reclamações.

A citação bíblica transformou-se em verdade quando chegou à mesa o melhor bolinho de bacalhau (R$2,20 a unidade) que a minha mente já registrara e confirmou-se por um arroz com alho (R$15,00) que materializou-se instantaneamente na minha mesa com absoluto sabor de novo.

A previsão bíblica e o sonho, entretanto, esfumaçaram-se na primeira garfada no Bacalhau Desfiado à Gomes Sá (R$79,00). Da primeira impressão negativa de excesso de sal passou à segunda negativa impressão visual da mistura sem critérios; pedaços grandes, duros, escuros com batatas mal tratadas. Grande quantidade de cartilagem e ossos de diâmetro de uma caneta esferográfica deixavam clara a intenção de aumentar o volume do prato com materiais que não seriam consumidos.

Também a coragem do Saldanha não se confirmou quando não atendeu nem retornou minha ligação deixada com recado, preferindo o sossego da fazenda e largando para os ouvidos do gerente as minhass consideracoes. Mas coragem de verdade faltou foi a mim mesmo quando pedi o prato mais barato e não o melhor prato do cardápio.

Não sei se foi o texto do Isaias no cardápio, o epíteto “Jesus te ama” no folder desse “Porto do Bacalhau” ou  a sempre discussão sobre o custo x benefício entre bares e restaurantes. O certo é que não me sai da cabeça a frase do Mark Twain que diz preferir o paraíso pelo clima e o inferno pelas companhias.

 

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4 Respostas para “Restaurante do Porto – 28/11/11

  1. José Maurício

    Augusto, o Porto da Espírito Santo não tem o mesmo dono do da Cidade NOva. O “verdadeiro” é da Conselheiro Lafaiete, gerenciado pela filha do português que fundou tudo. Ele morreu e uma ficou com ela e a outra com o ex-marido dela. Pelo que me contaram uma é muito melhor que a outra. Só ficaram com o mesmo nome porque foi firmado em contrato.

  2. augustonobuteco

    José Maurício,
    muito importante o esclarecimento.
    Obrigado,
    Augusto

  3. Frequento o da Conselheiro Lafaiete e não tenho do que reclamar.

  4. augustonobuteco

    Sr. Anônimo,
    um dos seguidores explicou que os dois restaurantes têem o mesmo nome, mas são de donos diferentes. Talvez seja uma das explicações. A outra eu já dei: é a minha velha pão-duragem de pedir o prato mais barato.
    Um abraço,
    Augusto

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