Salumeria Centrale – 31/3/12

Foram quatro horas de grande prazer vendo a Estação Ferroviária pelas costas, na fresca brisa noturna, encostado no parapeito centenário do outro lado da Rua Sapucaí, 527, na saída do Viaduto Santa Tereza, onde o Centro passa a ser Floresta, com um bate papo astrofísico existencial, que conhecemos a Salumeria Centrale.

 

Com decoração simples, madeira barata nas paredes, um pé direito bem alto com revestimento acústico, lâmpadas dependuradas nas paredes, sem lustres, salames dependurados sobre o balcão, balcão com os tira-gostos à vista e outros recursos modernos do videoartista Éder Santos transformam esse espaço num lugar aconchegante.

 

É louvável a idéia da casa em oferecer o vinho da casa por R$19 a garrafa, mas decidimos que não valia a pena experimentar  porque ninguém é louco de vender uma garrafa de vinho que preste por esse preço e fomos para o nacional de R$40 que se apresentou muito ácido e terminamos, como nas Bodas de Caná, bebendo o Cabernet Sauvignont chileno da Maipo (R$80).

 

A noite não era para jantares e ficamos apenas com as entradas. Uma de dentro do balcão, Salumi (porção com parma, copa, salame tipo veneto e mortadela italiana com pistache – R$38) acompanhada de uma cesta de pães produzidos na casa (será?) a R$10. A outra entrada, fora do cardápio, foi a Porqueta (fatias de porco dessossado e recheado com as carnes do pr+oprio porco). O porquinho inteiro descansava e enfeitava o balcão enquanto provocava a nossa curiosidade.

 

A casa oferece ainda 10 pratos para jantar na faixa de R$30 como espaguete, risoto, ravioli, nhoque (entre outros italianos) e o PF Salumeria feito com salames, arroz, lentilhas, ovo e farofa, bem como outros 15 tipos de entrada por preço em torno de R$25. Os preços poderiam ser mais acessíveis, mas não se pode fazer qualquer reparo à qualidade dos pratos.

 

Mas lá estávamos nós, apoiando a tática guerrilheira de desenvolver a atuação de dentro para fora e de fora para dentro, ao mesmo tempo. Para se ganhar o centro de BH estamos usando a tática “Praia da Estação” que faz parte da tática urbana e a Salumeria Centrale é a forma de ganhar a guerra saindo da floresta (ou da sierra) para o centro. Ainda haveremos de acabar com a degradação do centro de BH e suas imediações.

 

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4 Respostas para “Salumeria Centrale – 31/3/12

  1. Guilherme Adolfo

    Uma coisa que acho intrigante e que a casa não aceita cartão de crédito nem de débito. Somente no dinheiro. Estranho não é?

  2. augustonobuteco

    Guilherme,
    do jeito que a coisa anda, parece estranho não é mesmo? Como é que pode um estabelecimento comercial atual querer viver no tempo dos dinossauros, aceitando apenas dinheiro vivo? Recusar cheque é até compreensível para evitar os canos.
    Já eu, todas as vezes que pago uma conta pergunto ao dono do estabelecimento: – O preço em dinheiro é o mesmo do cartão de crédito? – E continuo com minha provocação: – Você não quer me repassar em desconto o valor que você vai pagar à administradora do cartão de crédito? – Todos se assustam e dizem que o valor é igual; apenas as livrarias dão 5% de desconto e eu pago em dinheiro. O meu sonho de consumo é que todos os estabelecimentos adotem essa política e rebaixem seus preços em 5% para quiser pagar em dinheiro, desonerando os nossos bolsos e baixando os famosos e reclamados “custo Brasil”. O que acha da minha ideia?
    Acho que a Salumeria Centrale, ao determinar que não aceita cartões de crédito, já tenha retirado do preços esses custos.
    Um abraço,
    Augusto

  3. Paula Gabriele

    Não vejo a hora de conhecer a Salumeria.
    Sobre não usarem maquinas de cartões, ja ouvi falar que alguns estabelecimentos por não possuírem alvará não podem alugar as maquinas, pois no momento do cadastro é solicitado o alvará do local.
    Não sei se procede, foi o que ouvi, muitos barzinhos em Santa Tereza não aceitam cartões, como o La Crepe, será que eles tem alvará? Toda vez que vou a algum restaurante/bar que não tem cartões me pergunto se é isso ou para economizarem com os custos cobrados pelas administradoras de cartões. Eu acho que o que se economiza se perde com os clientes que não estão acostumados a andar com muito dinheiro no bolso.

  4. augustonobuteco

    Paula,
    não sabia desse negócio do alvará. Mas cada um sabe onde o calo dói mais.
    Um abraço,
    Augusto

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