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Taste Vin – 12/6/12

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A melhor coisa para se fazer no dia dos namorados é ficar em casa com a namorada. É fria tentar qualquer coisa, tá tudo lotado e com filas. E quando se consegue entrar, seja no motel ou no restaurante, o serviço é de má qualidade. Comigo não foi diferente. O Taste Vin, apesar de saber que estaria lotado já que as reservas de mesas tinham sido feitas com muita antecedência, também não conseguiu providenciar estrutura para um atendimento nem razoável.

Deu tudo errado: pratos servidos em ordem diferente da solicitada, champanhe servida sem gás, desentendimento no cumprimento de promoções, dose de degustação como taça, etc. Outra fria: pedir o menu sugerido pela casa. Ele esconde, através de textos bem elaborados, uma pegadinha. Paguei R$200 pelo menu que era R$130 pela comida e R$70 pelos vinhos (uma taça para cada um dos quatro pratos) e me dei mal.

Os mini-canapés de parmesão servidos antes da entrada estavam normais, mas a champanhe que os acompanhava estava absolutamente sem gás; era o fim da garrafa que devia ter sido aberta há muito tempo e perdeu todo o gás. Não consegui beber a metade de uma também mini-taça.

O volume de vinho das outras taças estavam mais para dose de degustação que para uma taça. Ficavam com impressão de pouca bebida até nas taças pequenas, nas quais eram servidas. Ora, uma taça é uma taça e não meia taça!

A entrada e o vinho correspondente à entrada estavam bons. O prato principal, entretanto,  – costela de boi levemente defumada e assada por 8 horas ao perfume de café – ficou com sabor da carne escondido. Salvou a farofa crocante.

A frustração maior ficou para a sobremesa, cujo sorbet de framboesa tinha gosto muito artificial. O creme de amêndoas estava bom e um fisales – mesmo escrito com ph – não salva uma sobremesa.

O dramalhão ficou para o final. Apesar do cardápio anunciar que “na escolha do menu dos namorados, você ganha uma massagem ayurvédica no Deha”, foi um parto conseguir que nos dessem duas massagens. Queriam que concordássemos com argumento de que, apesar de termos pedido dois menus, o direito era apenas para uma promoção.

Foi um exemplo clássico do caro e ruim. Vou voltar em um dia que estiver bem vazio para comer um dos suflês que são imbatíveis.

 

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4 Respostas para “Taste Vin – 12/6/12

  1. Augusto,

    Parabéns pelos audaciosos escritos. Claro que, por ir contra à uma “unanimidade”, sobretudo quando falamos dos juri das revistas Veja e Encontro, existirão críticas. Seja como for, estou compartilhando esta resenha ímpar em meu Facebook.

    Abraços.

  2. também fiquei decepcionada…a pessoa responsável pela organização da noite me disse ao telefone, quando pensei em desistir porque não conseguiria chegar lá às 20hs (após o que perderíamos a reserva), que a casa “estava linda, toda arrumada especialmente para o dia”…sei…tudo igual como sempre, mais conturbado, e, pasmem, sem uma única música sequer! Gente, um bistrô Francês, em noite de romance, não ter nem uma música ao fundo, desanima o casal mais apaixonado da temporada…Que me desculpem os fãs do local, no qual eu me INCLUIA…vou demorar a ter vontade de voltar lá novamente…

  3. augustonobuteco

    Juliana,
    estive agora no consultório do Rogério e me esqueci de comentar com ele que estive com o Eugênio no sábado passado e ele conhece sua família toda, de lembrar do nome de todos. Foi colega do Rogério no Dom Silvério.
    Um abraço,
    Augusto

  4. Já ouvi excelentes comentários sobre o Taste Vin, por exemplo ” o melhor lugar para comemorar o dos nos namorados em BH”. Quem sabe numa outra ocasião não é…

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