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Espírito de Porco – 4/12/12

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Estava lá na placa “Espírito de Porco Bar e Restaurante” de forma a anunciar o nome e a intenção do estabelecimento na Rua Leopoldina 639, Santo Antonio, na esquina com Rua Cristina. E informava mais: 30 Sabores de lingüiça das mais variadas regiões. Estava lá, entre o Via Cristina e o Imperador Adriano, pronto para aproveitar do movimento ou ser esmagado por ambos.

 

Esse nome substitui o nome do bar que funcionou no mesmo local que chamava-se “E Então!”, que por permanecido tão pouco tempo não tive oportunidade de visitar. Na verdade, não faltou oportunidade, faltou interesse, já que esse local é o que mais mudou de nome nos últimos anos. E alguns nomes eram bons: do inicial “Cristina com Leopoldina” logo se transformou em “Ora Bolhas!”. Paredes foram derrubadas, escutaram-se pagodes nos sábados e o nome “Mojito do Mato” não emplacou. E o “E Então!”, não passou de uma exclamação de durou menos que todos.

 

Agora parece que a coisa vai. Espero que tenha alma, espírito, espírito de porco. E é um lugar muito agradável, mas agradável de dentro para fora que se imagina quando olhado de fora.

 

Fui lá no primeiro dia de funcionamento tomar um chope da Krug (R$4) na hora do almoço e dei uma olhada no self-service a R$27/kg. Constatei que quase nada mudou na decoração; manteve a bela e grande mesa para grupos maiores e a bela foto do Viaduto Santa Teresa.

 

Voltei à noite e provei da Lingüiça de Itaúna e a de Formiga. Falta-me competência para avaliar lingüiças, mas sei que a de Formiga ganha da de Itaúna. Repeti os chopes porque as cervejas Austria 600ml (R$8) e as tradicionais (R$6) ainda não estavam geladas por falta de freezers. Não posso lhes falar de preço pois pedi as porções sem olhar preço e na hora de pagar fiquei sabendo que, por ser dia de inauguração, não seria cobrado nada.

 

Encontrei um cardápio  bem extenso: joelho de porco, costelinha, pernil, carne de lata, salsichão, kasler, pasteis normal e de angu, croquetes, torresmo de barriga, sanduiches, filés, tilápia, fritas, bolinho de bacalhau, filés de vários tipos, etc. Mas o que me chamou a atenção foi a lista denominação “Refeição” com os tropeiros, mexidos, Baião de Dois, Tilápia, Caol, anormal em butecos nessa região. Ainda, Tropeiro Espiritual, Salada Espiritual e Mexido Espiritual.

 

Nessa noite quente fiquei sentando e pensando no vento; ando muito atento a esse fenômeno ultimamente e acho que ele faz uma curva ali, sempre a esquentar nossos chopes e a esfriar as nossas lingüiças. E talvez seja o Espírito do Porco o que esteja faltando para desenterrar a cabeça de burro e desviar o vento.

 

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