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Dona Lucinha

Dona Lucinha

15/12/13

Sentei-me à uma das mesas na varanda, comandei um chopp e passei o olhar pela casa para escolher a imagem, que representasse Minas Gerais, a ser utilizada para acompanhar esse texto. Sobravam imagens. Tinha o trem de ferro, o carro de bois, cachaças no armário, doces, o pote de rapé, os jarros com licores, bules esmaltados, o retrato da dona do restaurante, a lingüiça com torresmo, etc. Escolhi a última.

O restaurante, um dos primeiros da cidade a oferecer a comida mineira com ares de gourmet, permanece lá, impressionantemente, sem a juventude de outrora. Pensei encontrar grupos de turistas que se dispusessem a pagar a R$56 por um bufê livre para conhecer a nossa culinária e me enganei. Encontrei pessoas da cidade, casais com crianças, famílias inteiras compondo o ambiente de silêncio e tranquilidade.

Comecei provando o arroz com pequi; esse sim, feito para os turistas da capital, pois o pequi estava servido em lascas (possivelmente o pequi congelado) junto com o arroz branco, ao invés da forma tradicional do Norte de Minas, onde o arroz é feito com urucum e é um coadjuvante no prato.

Depois provei um pouco do que mais gosto: rabada com agrião, vaca atolada, feijão tropeiro, costelinha com canjiquinha, pães de queijo, torresmo, e lingüiça e não pude fazer reparo em nada. Nota dez para a qualidade. E ainda conseguem manter tudo em temperatura adequada.

Ficou para trás outros clássicos: frango ao milho pardo, frango com quiabo, tutu à mineira, costelinha com ora-pro-nobis e carne moída. A salada, coitada, ficou lá abandonada.

Tive que ser bastante seletivo e parcimonioso com as sobremesas; limitei-me ao figo em calda, ao doce de leite e à cocada escura em pasta, deixando o doce de banana, o arroz doce, a ambrosia, o amor-em pedaços, o espera-marido e a goiabada na saudade.

Ao chegar ao meu prédio, encontro com uma minha vizinha no elevador e, conversamos sobre almoço em restaurantes, já que ela estava também chegando de um almoço. Quando disse que achava um pouco caro os preços, onde tinha almoçado, apesar da qualidade, ela completou: – Aquela comida eu como aqui em casa! – Ela deve cozinhar muito bem.

Rua Padre Odorico, 38 – São Pedro – Tel: 3227-0562.

Funcionamento: almoço todos os dias e jantar de segunda a sexta.          

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Uma resposta para “Dona Lucinha

  1. Flavio Morais

    Fui nessa semana jantar no Dona Lucinha, Augusto. Unidade da Rua Sergipe. Fiz da mesma forma que você, nem liguei pra salada e “enterrei o dente” em um pouquinho de (quase) tudo o que tinha. Com cupons de compra coletiva gastamos metade do valor cobrado. Realmente uma delícia a comida. Pra fazer a digestão fomos dar uma volta na Praça da Liberdade e apreciar as luzes decorativas do fim de ano. Uma noite muito agradável.

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