Arquivo do dia: 05/04/2009

04 de Abril – Tonel Cachaçaria e Butiquim

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– Depois de velho, Gêra está se revelando um verdadeito pão-duro. – Não sei quem foi que disse esta frase, só sei que não fui eu. Não é que o cara, no dia de comemoração das suas bodas de grafite (onze anos de casado), foge para Almenara, só para não pagar a conta do bar?

E olha que é conta pequena, conta de cachaçaria, conta de butiquim. Fomos para Tonel Cacharia e Butiquim, na Avenida Prudente de Morais 658 (32966624), inaugurada recentemente, e ficamos (Humberto, Chico, Cristina, Marina, Vilminha e eu) esperando pelo Gêra lá. E o bonitão lá em Almenara comemorando as suas bodas, sabe-se lá com quem.

E o butiquim, apesar de Belo Horizonte estar com todos os seus bares lotados no sábado à noite, estava apenas com as mesas da calçada, ocupadas. Vimos um casal de namorados chegar, olhar e ir embora. Matamos a charada. A namorada deve ter pensado o seguinte: – Eu vou dar pra este cara, mas ele tem que me levar, pelo menos, numa pizzaria.

O lugar é bem arrumado, com boa decoração, bem iluminado, com um bom serviço, localizado numa avenida em Belo Horizonte em que qualquer ponto de espetinho faz sucesso, mas lá não enche. Não resta dúvida que existe muito preconceito com a palavra “cachaçaria”, apesar de existir um número cada vez maior de pessoas, mulheres inclusive, que pedem cachaças quando vão aos bares. Namorado algum convidaria uma namorada, em começo de namorado, para ir a uma cachaçaria.  – O que ela poderia pensar de mim? – ele deve ponderar antes de fazer o convite.

As 487 marcas diferentes de cachaça estão expostas em prateleiras nas paredes laterais de do fundo bar, demonstrando a vocação do local, a preços que variam de R$50,00 a R$2,50 a dose, sendo que menos de 10 marcas custam acima de R$10,00; a grande maioria, ou melhor, a média de preço está na faixa de R$3,50.

Tomamos algumas doses de Salineiras, cujo codinome é Havaninha, já que o preço era R$3,00, pois não tivemos coragem de pagar R$50,00 por uma dose de Havana, ou R$26,00 por uma dose de Anísio Santigado, nem R$20,00 por uma dose de Indaiazinha ou Piragibana e nos demos por satisfeitos. Pagar R$10,00 por uma dose de canarinha, nem pensar! Guardamos o bico para tomar uma garrafa de Havana e outra de Anísio Santiago, em julho, na formatura do Leo, que é uma promessa antiga do Chico, sempre ratificada.

Além de muita água e algumas Serras Malte, para dar o gosto definitivo na boca, consumimos o carro-chefe da casa que é o Torresmo de Barriga (o do Via Cristina é melhor), conforme informações do garçom, e duas porções de pastel de angú de carne e catupiry.

Quem gosta, minimamente que seja, de uma cachaça deve visitar este local. Deixei lá a promessa de doar uma garrafa de minha lavra, quando ficar pronta.

Enviarei a conta de R$75,00 para o Gêra já que bebemos em homenagem a ele e Juliana.

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